Demorou mas criei vergonha na cara e ele chegou, ok, a primeira parte dele, mas enfim...Meu primeiro desafio foi tentar fazer caber todo o meu guarda-roupa numa mala; bom, como nunca fui de fazer malas pequenas, não ia ser dessa vez que ia ser diferente né? Mas quem disse que cabia? Afinal, eu precisava muni-la de modelitos tanto para o frio quanto para o calor, pra estar preparada e linda para qualquer ocasião, digo, clima; porém todos sabem que não estão disponíveis para venda no mercado malas versão contêiner, infelizmente né mulherada? Então não completei meu desafio, assim sendo, perdi logo umas três horas na véspera da viagem, em companhia de mamis e priminha Thaís cortando uma blusinha daqui, colocando mais um casaquinho ali, dispensando uma sapatilha acolá; até que? Tcharam! A mala fechou, uma mala suficiente, justa e que me agradou. E então, depois de uma longa Páscoa, muito Ferrero Rocher e pouca praia, era dia 25 de abril, e eu estava acordando praticamente de madrugada pra tomar um belo banho, vestir meu coletinho azul bebê, tomar um café da manhã, o que é um milagre e partir para o aeroporto (pequeno adendo para o detalhe nada agradável que presenciamos a hora H de um acidente no caminho). Encapar a mala, fazer check-in, me dar conta que minha mala era azul marinho e não tinha nenhuma identificação, comprar fitinhas do Senhor do Bonfim e amarrar na tal da mala, até que enfim, ir para o portão de embarque, e depois de passar por no mínimo três guichês com policiais, seguranças e detectores de metais, encontrei o pote de ouro no final do arco-íris, o Duty Free, mais conhecido como Free Shop. Devo confessar que foi difícil não comprar tudo ali, mas me comportei dizendo que iria ver os preços ali (e que preços, Senhor!), em terras hermanitas e na volta sim, que iria enfiar o pé na riqueza, digo, na jaca. Então, mais um lanchinho antes de ir pro avião, porque os boatos eram que a Aerolíneas Argentinas não serviam nada durante o vôo, mito ou verdade? Mito. Servem um sanduíche, um alfajor e uma balinha, com bebidas à vontade e a escolher (ok, na minha humilde opinião, nada que se compare ao lanchinho da Tam (que também correm boatos que não é mais o mesmo), mas dá pro gasto). Vôo tranqüilo. Muito papo com priminha Thaís e sofrimento pra entender aquele povo falando espanhol freneticamente rápido, mas isso é mero detalhe. Duas horas depois, cintos apertados, aterrizagem e muitas fotos. O serviço internacional da Claro funcionando às mil maravilhas, amém, porque assim consegui manter contato contínuo com amigos e família em terras tropicais. Mais delírios no Free Shop do desembarque depois de mais não sei quantos guichês com tudo aquilo e mil papéis a serem preenchidos. Malas recapturadas, rua! No saguão do aeroporto, encontramos a moça da CVC, com mais um casal brasileiro e então ela chamou nosso carro. Enquanto seu lobo não vinha, primeiro saque em pesos, outro serviço internacional funcionando maravilhosamente bem, Banco do Brasil. Nosso carro na verdade era uma vã que levou apenas cinco pessoas com o maior conforto possível, né? Logo ali, Rio da Prata que mais me parecia um mar de tão lindo. No hotel, Unique Chateau, encontramos a Laura, nossa guia oficial até o dia Y, mais mil papéis e acordos a serem feitos, passeios agendados, então o jeito mesmo era colocar uma roupa mais confortável e partir para o nosso primeiro almoço argentino, já que já eram três horas da tarde e estávamos morrendo de fome. O hotel fica na Recoleta, então saímos pelas ruas do bairro mais charmosinho de todos os tempos, e de cara encontramos uma loja cujo nome é o mesmo, digo, idêntico ao da minha prima, e isso já serviu de desculpa para mais fotos, turistas. Não muito longe encontramos a Isadora, a loja de penduricalhos, mais conhecidos como bijus, a preços, como sempre mui amigos e uma coisa mais linda que a outra, mas as comprinhas nela só foram feitas no último dia da viagem, aguardem (importante comentar que é na verdade uma rede de lojas espalhadas por toda Buenos Aires, toda mesmo). Atravessando a rua, ou melhor, Avenida Santa Fé, no primeiro metro quadrado que notamos servir comida, entramos, e foi no: Liberdad Plaza Cafe, a refeição dos quatro criativos foi talharim de massa verde ao molho de tomates frescos, azeitonas e ervas; dizendo assim parece que tava magnífico o negócio, mas de fato estava bem normalzinho, ou me arrisco ainda a dizer que mediano, mas pra minha fome, tava era ó-te-mo. Seguindo nosso caminho, continuamos andando pelo bairro, encontrando vielas lindinhas (e mais fotos), e por fim chegamos ao nosso destino, o Cementerio La Recoleta; ok, pode parecer uma visita um tanto quanto estranha, mas é lá que está sepultada Eva Peron (por isso se tornou ponto turístico), e a visita vale a pena não só por isso, mas também por toda a beleza peculiar do lugar e todas as suas curiosidades. Depois de mais dezenas de fotos, demos prosseguimento novamente à caminhada, passamos pelo tradicional café La Biela (mas a parada por lá virá posteriormente, aguardem 2). Passamos por um Carrefour, sim, Carrefour, mas compramos nesmo algumas comidinhas em outro supermercado que não me lembro o nome, pra levar pro hotel porque ou a gente viaja ou a gente paga comida de frigobar e fomos pro nosso lar temporário dar uma descansada porque também somos filhos de Deus. Queria deixar registrada aqui nossa surpresa ao encontrarmos produtos tão brasileiros por lá, uns caipiras mesmo, e o melhor de tudo foi achar 7UP (delícia), que não tem mais no Brasil. À noite, nos demos apenas ao trabalho de ir até o final da rua, numa praçinha muito da charmosa (como tudo por lá), para o nosso primeiro jantar que foi no Josephina’s Café Restaurante. Dessa vez os três criativos comeram um mesmo sanduíche, e eu quebrando os padrões, pedi uma comida bem ‘brasileira’, arroz branco, frango ao curry e salada de alface e tomates cereja; e dessa vez a comida estava de fato muito boa, uma das muitas delícias que comi lá. E então fomos pernoitar para que na terça, 26 de abril, estivéssemos no pique para...AGUARDEM! @pattyamoraes
*Imagem: Google Imagens. Corpo de Busca: “mala cheia”.
"Você vai encontrar um jeito certo, embora não exista o jeito certo. Mas você vai encontrar o seu jeito, e é ele que importa." - Caio Fernando Abreu
sábado, 6 de agosto de 2011
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
So simple...
Ela anda sozinha pela rua, sem fones de ouvido, quase que em completo silêncio, se não fosse pelo seu salto se chocando com o asfalto e as conversas dos transeuntes; e mesmo assim, seus lábios querem sorrir.
*Imagem: Google Imagens. Corpo de Busca: “nasce um sorriso”.
*Imagem: Google Imagens. Corpo de Busca: “nasce um sorriso”.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
My new version, new phase, it's a new period. I've a new ME!
Eu poderia começar e compor todo esse post só com algumas das frases, que diga-se de passagem, falam por mim e por meu momento, que foram citadas para o meu signo, que é Leão, pelo @Signos no Twitter; mas resolvi não fazer isso. Vou apenas usar o sentido dessas frases, e talvez partes delas pra falar aqui sobre alguns momentos que passaram e algumas decisões que foram tomadas ultimamente. Bom, dia desses completei 20 anos e não sei se com vocês também acontece assim, mas eu, sempre que datas importantes se aproximam, fico mais reflexiva. Parece até que um ciclo está se encerrando para dar lugar a algo novo; o engraçado é que não sinto isso em “Ano Novo”, mas só em datas que marcam especificamente a minha vida, ou seja, meus aniversários, 15, 18, e agora 20. Já expressei inúmeras vezes por aqui minha gratidão, satisfação, admiração, ou seja lá o que for(de bom, sempre), pela vida que tive e tenho; sei que pode ficar repetitivo, mas vou de novo fazer algumas considerações acerca da minha vida, das minhas conquistas, superações e aprendizados que por acaso(ou não) foram decisivos e me levaram a tais decisões. É, sempre fui uma garota de sorte que tem várias famílias lindas, dentro de uma; cada um deles(e não só eles) me ensinou tanta, mais tanta coisa que depois de duas décadas tenho tanta coisa pra falar... 1) Aprendi, fazendo jus à regra, que pra crescer, amadurecer e evoluir, precisaria quebrar muitas vezes a cara, e hoje fico feliz por ter quebrado a minha e ter tirado cada lição desses momentos, e mais, fico feliz(e triste ao mesmo tempo) quando quero ajudar uma pessoa e me dou conta que “não adianta, ela tem que quebrar a cara sozinha pra aprender”. 2) Sempre tive pra mim que não mudaria por ninguém, e também não quero em hipótese alguma que alguém mude por mim. “Fraco é aquele que muda para agradar aos outros”. “Se for pra mudar, mude pela única pessoa que vale a pena: Você”. Já aconteceu várias vezes de me apontarem defeitos e eu muito cabeça dura pensar: “Esse é meu jeito, não vou mudar”; mas aos poucos a gente amolece e vê quando vale a pena corrigir certos pontos, mas não pelos outros, mas sim por si próprio. Enfim, eu poderia ir continuando essa contagem até o infinito, mas é à partir dessas duas constatações que me obrigo a olhar pra trás e vejo uma vida cheia de mudanças. Mudei sem perceber, mudei por mim, para o meu bem. Me lembro que pouco antes do dia 23(meu aniversário), aconteceu um turbilhão de emoções nessa vidinha nem tão sem graça, mas nem tão diferente; foram déjavus(que geraram estranhamento), foram lembranças(que podem ser boas ou ruins, sendo que nesse caso, a segunda opção foi predominante), foram interrogações(quem gosta de ficar cheio de interrogações na cabeça?), foram incômodos(que incomodaram, ahá!); daí que eu tava no meu momento reflexão a todo vapor e algumas coisas se tornaram tão claras! Cada coisinha dessas, ditas ruins, se tornaram ótimas a partir do momento que me fizeram superar certos pontos específicos. E foi exatamente isso o que aconteceu, um ciclo se fechou, para uma coisa completamente(ou parcialmente) nova chegar. Quem me conhece sabe como eu sou(ou era), me importando até com uma formiga, e me apegando 100% a ela; me colocando sempre disponível, seja pro que for. Então, em meio a tudo isso, eu me questionei até que ponto continuava valendo a pena(se é que um dia chegou a valer) ficar me deixando tanto de lado em prol dos outros. Quero deixa bem claro que em momento algum pretendo me tornar egoísta, egocentrista, me afastar de tudo e todos e não ser amiga(até porque eu não conseguiria ser essa pessoa), mas tudo pode ser bem mais fácil se eu passar a exigir menos dos outros, e principalmente de mim mesma. Então, agora eu quero cuidar de mim; afinal, minha felicidade não depende de ninguém; e como já diria o velho ditado, a vida me reserva o melhor. Já disse outrora aqui uma coisa muito semelhante ao que vou dizer agora, porém, por motivos completamente opostos, mas mais uma vez a verdade é que a vida não vai esperar por mim, nem por ninguém(#dica), então a fórmula perfeita que eu encontrei é que vou cair fora dessa: desse mundo complicado de algumas pessoas, desse monte de problemas criados e que são completamente desnecessários; se eu posso “fugir” disso tudo(não por covardia, mas porque não vale a pena), pra que eu vou ficar complicando? Mais uma vez, a vida reserva o que há de melhor pra mim, então o que tiver que ser vai ser, posso acreditar. Parece que sempre abro mão de um problema pra logo cair em outro, mas cansei; vou continuar mergulhando no que me der vontade, mas sem planos, vou beber, dançar, brincar, cantar, rir, chorar, chorar de rir, gritar, quero viver(e sim, viver inclui cair em ciladas e depois se livrar delas), e só. À partir de hoje vou desfilar por aí com o meu melhor sorriso, trazendo a tona o que há de melhor em mim e que não depende de nada nem ninguém. Prazer, eu sou a nova Patrícia e deixo registrado aqui o dia em que eu abri mão do que me pareceu(parecia) tão certo quanto o nascer do sol.E por fim, e nem um pouco menos importante, quero dizer que, de qualquer forma, listras e xadrez, não compõem juntos.
*Sei que devo ter(tenho) alguns leitores, e talvez pra vocês este post não tenha pé nem cabeça; começo, meio e fim; mas pra mim faz sentido, nem que seja o mínimo, e acho que isso deve importar.
*Alguns direitos reservados ao @Signos.
*Imagem: Google Imagens. Corpo de Busca: “transformação”.
*Sei que devo ter(tenho) alguns leitores, e talvez pra vocês este post não tenha pé nem cabeça; começo, meio e fim; mas pra mim faz sentido, nem que seja o mínimo, e acho que isso deve importar.
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