terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tchau, saudoso 2014.



EEEETA que o melhor ano da história já acabou! =(

Eu sei que fiquei de fazer posts, incríveis e maravilhosos, pra vocês, durante a minha viagem, mas acontece que ela foi tão incrível e maravilhosa que acabou não rolando...mas eu prometo que vou voltar aqui, qualquer dia desses e, falar sobre isso, tá? Porque hoje eu vim, quebrar todos os meus recordes, pra...fazer a nossa RETROSPECTIVA DELICIOSA. o/

Já vou começar pedindo desculpas (de novo), porque com uma viagem grandona no meio do ano, ficou bem difícil manter o ritmo no cinema, principalmente e como sempre. Minhas unhas, nem se fala, ficaram acabadas em 2014, coitadas. A leitura, que eu também pensei que fosse ser uma tragédia...acabou sendo a menos afetada, mesmo passando 4 meses fora do país *.*

Partiu? Partiu.

3. OS FILMES DE 2014

Minha gente, essa é sempre a nossa sessão mais pobre, né? Uma tremenda tristeza. Devo confessar que, eu cogitei nem incluir na retrô desse ano, só que como já tinha a listinha pronta e, gostei bastante dela, trouxe ela pra cá. Vamos ver como vai rolar em 2015, pra decidir se os filmes vão continuar fazendo parte desse nosso momento nostálgico que deveria acontecer acontece todo começo de ano.

- Namoro ou Liberdade
- Confia em Mim
- A Culpa é das Estrelas
- Coincidências do Amor
- Como se Fosse a Primeira Vez
- O Candidato Honesto
- Tim Maia
- Trinta
- Minha Mãe é uma Peça

A primeira notícia boa é que SEIS, dos nove filmes, foram assistidos no cinema. Acho que vocês podem imaginar quais não foram, correto? Os pré-históricos (que sempre rolam) - “Coincidências do Amor”, “Como Se Fosse a Primeira Vez” e “Minha Mãe é Uma Peça” (nunca me perdoarei por não ter assistido PG no cinema!). 

De novo e, mais uma vez, a surpresa ficou por conta do cinema nacional, minha gente! Hassum ARRASOU no “O Candidato Honesto” - eu me mijo de rir só de lembrar desse filme, de verdade, muito bom! Daí vieram os biográficos: “Tim Maia” já foi um ESTOURO, mas “Trinta”...meu Jesus Cristinho, que filme! Fiquei arrepiada e saí chorando do cinema. 

Por favor, seus brasileiros de merda, deem mais valor pro país de vocês. QUE CINEMA FODA ESSE PAÍS TÁ CONSTRUINDO, de verdade. Pra quem via filme nosso, nos anos 90, começo dos anos 2000 e vê agora, meu Deus, QUANTO AMOR!

Outro que dispensa até comentários e, mesmo depois de 10 minutos de caminhada até em casa, eu ainda estava chorando: “A Culpa é das Estrelas” - ai meu coração, né?

Enfim, como eu disse...será que vamos falar disso no ano que vem? Só digo que ali, virando a esquina, em fevereiro, tem a estreia de “Cinquenta Tons de Cinza”, hein? =P

2. OS ESMALTES DE 2014

Em 2014 eu criei uma forma mais prática, rápida e divertida pra vocês acompanharem as minhas façanhas durante o ano. Se buscarem a #unhasdapati14 no Instagram, verão ~quase~ todas as unhas que usei, isso porque eu esqueci de fotografar UMA, galera, foi mal. =P

Seguem os nomes dos vidrinhos que eu levei pra passear no ano que acabou:

- Slapper (Butter London)
- Beige Boheme (L’Oréal)
- All Hail the Queen (Butter London)
- First Date at the Golden Gate (OPI)
- I’m not Really a Waitress (OPI)
- Lady in Black (OPI)
- Exotic Violet (Maybelline)
- Trout Pout (Butter London)
- Kooka Mango (Sally Hansen) *Em destaque na foto logo ali embaixo!*
- Deméter (Hits) *Em destaque na foto logo ali embaixo também, porque eu passei por cima do anterior.*
- Taboo (Chanel)
- West Side Warrior (China Glaze)
- Zeus (Hits)
- Crème Brulée (Astor)
- Spicy Orange (L’Oréal)
- IX (China Glaze)
- Lille (Derma Nail)
- Mauve On (Maybelline)
- Fé na Figa (Risqué)
- Verde Esmeralda (Avon) *Em destaque na foto logo ali embaixo!*
- Gelo (Colorama) *A ÚNICA QUE NÃO FOI FOTOGRAFADA!*
- Pretis (Quem disse, Berenice?)
- Vermelho Veludo (Impala)
- Vinho Tinto (Colorama)
- Coque (Risqué)
- Ardente (Colorama)

Dessa vez, acho que tive não só uma, mas duas unhas preferidas. Tanto pela cor, quanto pelo acabamento maravilhoso que consegui dar pra elas, olha só:


Um ponto que, com certeza, é de saltar aos olhos, foi o ENORME volume de esmaltes gringos que eu usei. Além disso, saí da zona de conforto da Colorama, Risqué e Impala - a surpresa do ano foi a marca Derma Nail - especial pra quem tem problemas com alguns esmaltes, por causa de alergia e tudo isso - eles tem cores bem bacanas e o acabamento é bom. A nossa queridinha, Hits, também não apareceu muito, mas teve seu valor durante o ano, dando aquele toque sutil em filhas-únicas ou então, coberturas holográficas em esmaltes bacanudos.

Bom, por mais que tenha cuidado pouco das unhas, gostei do que fiz, de maneira geral. Vamos ver o que nos reserva 2015!

1. OS LIVROS DE 2014

Fui tão espertinha que eu coloquei em prática o rolê da hashtag também para os meus queridinhos, tá lá em: #mybooks14.

Bom, já começo dizendo que, mais uma vez eu fiquei longe de alcançar a minha meta do ano, mas alcancei outros objetivos maiores em 2014, que foi um ano INCRÍVEL, de verdade, por isso, tô feliz demais e, a maioria dos livros que li conseguiram me arrancar uns sorrisos no meio do caminho, inclusive e principalmente aqueles que li lá do outro lado do mundo!

Sim, pois é, foram só 13 leituras. Um verdadeiro fracasso. Já me perguntaram, inúmeras vezes, qual foi o preferido e, eu realmente não consigo dizer! Com certeza eu tive gratas surpresas com o LYNDO do Fred Elboni e com o Ique Carvalho, por exemplo - os livros deles foram os mais leves e gostosos de ler, sem dúvida nenhuma. Mas HR sempre vai ser uma delícia de ler, a mesma coisa pras crônicas maravilhosas do Carpinejar e pros finais mais inesperados do John Green, estupendo. Vamos parar com os spoilers? Segue a lista, pessoal:

- Chá de Sumiço (Marian Keyes) > Ela é a irlandesa que toma conta do meu coração, mas eu levei infinitos QUATRO meses pra ler esse livro! =O Não sei dizer o motivo, mas simplesmente não me ganhou, eu nem mesmo lembro a história, pra ser honesta. Chega a ser triste. =(

- Mulheres, Malditas Maravilhas (Hugo Rodrigues) > Descobri o HR em 2013, tive uma experiência MARAVILHOSA com a entrega do primeiro livro dele, que chegou no dia da minha qualificação do TCC, com uma dedicatória incrível. A entrega desse foi um pouco mais conturbada, mas chegou um tempo depois, eu devorei, claramente, e amei, de novo. =)

- Eleanor & Park (Rainbow Rowell) > Todo mundo tava lendo, todo mundo tava falando deles...eu comprei e, ficou um bom tempo na estante. Eu olhava para aquela capa meio cinza, quase branca, e não conseguia me convencer a ler. Quando peguei: outro ataque literário. Eles são fofos DEMAIS, meu Jesus. <3 o:p="">

- As Solas do Sol (Fabrício Carpinejar) > Esse aí tava na minha cabeceira acho que pra lá de um ano, até que um dia a angústia do livro não lido me acometeu. Ele é de poesias e eu li ele todinho num dia só. Com poesia nunca acontece assim, mas com Carpinejar aconteceu. Ele sempre é genial e lota meu bloco de notas do celular, não tem muito jeito não.

- Uma Vez na Vida (Marianne Kavanagh) > Acho que esse foi um dos mais neutros do ano. Não me lembro qual foi o fator que me levou a comprá-lo e, ele fala sobre almas gêmeas, conceito no qual eu não acredito e, mesmo depois de ler, continuo não acreditando. De maneira geral, a história até que é bacaninha, ok? =P

- Mensagem aos Brothers (Pedro Bial) > Ok, eu preciso confessar que gosto de Big Brother, assisto e acho impressionante toda a psicologia e loucura que tem envolvida naquele rolê ali, minha gente. Nesse livro, o querido Bial, conta de onde tira referências e como se inspira para redigir seus discursos que vão ao ar nas eliminações do reality.

- Cidades de Papel (John Green) > Todo ano tem pelo menos um dele nessa lista, já repararam? Esse livro foi o primeirinho que eu li lá no Velho Mundo e, serviu muito bem pra me distrair nas longas viagens de trem, ou quando eu simplesmente queria ler alguma coisa mesmo. Esse tal de John Green se supera a cada livro, incrível - saudades da Margo e do Quentin!

- Um Sorriso ou Dois (Frederico Elboni) > Eu li esse livro em dois ou três dias, também durante a viagem e, terminei, simplesmente, apaixonada por esse tal de Frederico! =P Ainda não me perdoo por não ter ido na noite de autógrafos do HR em São Paulo, onde estavam, também, o Fred e o Coiro! =( Esse ano tem livro novo do moço e eu tô ansiosa, delicinha de ler e cheio de realidade.

- Ai meu Deus, Ai meu Jesus (Fabrício Carpinejar) > Atenção para Carpinejar bombando em 2014. Esse livro tava na estante fazia um tempão e, eu decidi me divertir com ele pela Europa. Escolha certeira. As crônicas são incríveis (como sempre) e muito reais - eu conseguia me enxergar em várias!

- A Arte de Ser Leve (Leila Ferreira) > Outro que estava MOFANDO na prateleira, já tinha até emprestado pra algumas amigas e, elas tinham dito que eu não iria gostar. Pois vejam: me arrisquei a levá-lo, também, comigo para o lado de lá do oceano e, simplesmente, AMEI. Momento e lugar ideais para ler ;)

- Faça Amor, Não Faça Jogo (Ique Carvalho) > Comprei pelo título, amei o miolo e terminei querendo virar amiga do Ique. Simples e básico, assim. <3 o:p="">

- Mamãe Walsh (Marian Keyes) > Olha que ano maravilhoso: li dois livros da minha autora preferida, tem como ser melhor? Tinha sim, se algum deles tivesse ganhado meu coração. Eu e todos os fanáticos pela Marian estávamos, a anos, esperando o livro da matriarca da família Walsh. Ela me vem com um livro fininho, um DICIONÁRIO. Li rapidinho, até dei umas risadas, mas...NÃO.

- Encontros no Parque (Hilary Boyd) > Gente, essa é a melhor história do ano, sem sombra de dúvidas! Bom, estava eu andando, desolada, pela livraria e, não me lembro o motivo. Escolhi alguns livros e esse foi um deles. Lembro que adorei esse título e imaginei: que demais, eles vão se conhecer no parque, sei lá, ela andando e patins e ele de skate? Minha gente: Eles são sexagenários, ambos avós! Ela ainda é casada e larga até do marido! ESPETACULAR, surpresa deliciosa do ano. Jeanie & Ray, lindinhos!

De verdade, meu povo, QUE ANO!
Cada filme, cada esmalte e cada livro me faz ficar com um sorriso tão besta na cara, que delícia!

Bom, eu só quero que 2015 seja, no mínimo, como foi 2014.
Cheio de coisa boa pra contar! (E eu juro que vou vir contar tudinho...)

Essa imagem só resume tudo isso aí!

Mais um spoiler: já tem hashtag de 2015 rolando no Instagram e, já rolou cinema e livro que foi pra estante dos lidos, hein?

Até depois meu povo, espero que tenham gostado!

@patiazm

sábado, 5 de julho de 2014

Sobre um re-começo.

Diferente do que venho me propondo a fazer aqui no blog, dessa vez eu vim contar algumas coisas bastante pessoais, pra deixar tudo contextualizado e pronto pro que vai acontecer nos próximos capítulos. Mais do que isso...esse blog nunca foi tão alimentado quanto nos últimos dias (a não ser lááá em 2010, saudades primeiro ano da faculdade...), enfim: chegou a hora de vocês entenderem a porra toda. o/


A história começa lá em 2013: quando eu, minha mãe e minha irmã resolvemos entrar num avião e ir passar as festas de fim de ano com a outra irmã lá na Zoropa. Sim, papai ficou sozinho aqui, mas ele adorou, sabem porque? Ceiou com a gente, ou seja: lá já era Natal/Ano Novo, mas aqui ainda eram sete da noite e, o bichinho adora dormir cedo. Mas eu não vim aqui fazer um diário de bordo...vim pra dizer que essa viagem separou algumas águas no meio do caminho.

Bom, eu comecei o novo ano acreditando, piamente, que seria o melhor ano da minha vida: "Eu passei o Ano Novo em Paris, olhando pr'aquela Torre Eiffel, não tem como isso dar errado." Era assim que eu tava pensando...e além disso, a viagem como um todo havia sido incrível, não só Paris! Todas as cidadezinhas da Suíça, da Alemanha, cada caminhada por Basel ou cada risada ao lado das mulheres da minha vida. Eu realmente tinha TUDO pra acreditar que 2014 estava vindo quente e era pra eu esperar fervendo.

Só que eu entrei em ebulição rápido demais e, o ano, ou a vida, não conseguiram acompanhar o meu ritmo. Tudo começou a sair do trilho. A incerteza e o descontentamento ganharam espaço no meu dia-dia, na minha cama, na minha mesa do café da manhã ou do jantar. Eu tinha mais de mil coisas na cabeça e, queria resolver todas, ao mesmo tempo e logo, pra ontem. A angústia era enorme, mas o detalhe é que eu não sabia por onde começar, nem como começar e nem se eu deveria, de fato, começar alguma coisa. Talvez fosse só uma fase, aquilo fosse passar e, fosse melhor eu me aquietar e me acomodar de volta a minha vida, né?

Até hoje eu não sei a resposta dessa pergunta.

Em abril, a gota que faltava pro copo, chamado Patrícia, transbordar...caiu da torneira. O mundo e a vida pareciam um lixo, eu só sabia chorar, mas de um dia pro outro, tudo o que eu havia pensado, lá em janeiro, em Paris, olhando pra Torre e passeando pela Champs Elysées voltou a fazer sentido.

A vida tinha entrado em ebulição também, ao que me parecia e, na verdade, esse é o real motivo desse post.

Vou ser um pouco exagerada, mas quem me conhece mesmo e conhece toda essa história mais de perto, sabe que é um pouco verdade: o mundo, a vida, minha família, meu chefe, ou seja, o universo e o cosmos resolveram me dar uma nova chance de fazer, SIM, com que 2014 seja foda pra caralho. Como? Voltando pra onde tudo começou.

Hoje, isso mesmo, HOJE, SÁBADO, 05 DE JULHO DE 2014, eu embarco para a Europa. Minha passagem é pra três meses e o objetivo? São vários, afinal minha lição é salvar o ano. O primeiro deles: perder a vergonha de falar inglês, afinal já estava mais do que na hora. Perder a vergonha, de maneira geral. Conhecer pessoas do mundo todo, fazer amizades, sair com pessoas que nunca vi na vida e, que talvez nunca mais vá ver, mas que naquele dia, naquela cidade e naquele hostel, serão minhas melhores amigas, obrigada. Passar perregues, sozinha. Me perder, sozinha. Me achar e me virar, sozinha. Me emocionar quando entrar no Vaticano, por exemplo. Rir quando um pombo defecar na minha camiseta preferida em Veneza. Refletir.

Ou seja, o grande aprendizado da viagem, sem mesmo ter ido, é que: pra aprender eu não preciso de visto e nem de uma matrícula numa escola lá no exterior. O aprendizado ao qual estou me propondo é outro, realmente diferente do que a maioria das pessoas se propõe a adquirir lá fora, ele vai além do estudo e do idioma: é o aprendizado do viver.

De me conhecer, de pensar no que eu quero, nos meus objetivos e de me tornar uma Patrícia melhor, em diversos, se não em todos os sentidos. Em outubro, na teoria, porque tudo pode acontecer, com certeza eu vou ser outra mulher. Fisicamente, emocionalmente, espiritualmente e psicologicamente, no mínimo.

Mais de uma dezena de países e três meses longe de toda essa loucura daqui podem ser considerados como minhas férias sabáticas.

E vocês podem me perguntar: precisa ir pra Europa pra fazer tudo isso? Minha resposta, querido ou querida, é: tente se DISPOR a realizar tudo isso no mar revolto da sua rotina...depois me conta o resultado. Antes disso, eu queria dizer que o sabor da aventura e do desafio são os temperos especiais desse prato típico.

Enfim, eu volto. Eu volto com uma carga cultural e muitas experiências pra contar aqui. Não vou tentar, como fiz em Buenos Aires, fazer um post por dia, mas pelo menos um por mês de viagem, vocês podem esperar. =)

É...Finalmente eu e a vida nos encontramos no ponto de equilíbrio e eu vou ali, antes que eu perca o avião!

E.T.: Quem quiser acompanhar as fotos, roteiros e curiosidades da trip mais de perto, é só ficar de olho no Instagram e/ou Facebook.

Mil beijos! @pattyamoraes



sexta-feira, 4 de julho de 2014

SHAME ON YOU!


É isso mesmo. Eu tenho vergonha por você; é...aquela velha conhecida, chamada vergonha alheia.

Vergonha por tudo o que você fez e, pior...pela maneira como você fez.

A vida, para não falar que fui eu, te deu todas as chances para ser decente: falar o que havia de ser dito, quando havia de ser dito, assim como ela o estava fazendo e você...bom, você não foi homem o bastante, é claro. Foi o que você já havia mostrado ser, mas ela teimava em não acreditar...a vida.

E, meu Deus, que vergonha quando ela descobriu tudo! Não que tenha sido fácil e engraçado logo de início, mas a cada novo passo seu, maior a ânsia que ela sente, agora. Maior a vergonha.

Ri. É isso que ela faz. Ri de dó. Ri de pena. Afinal: "só rindo mesmo", né?Você tinha o mundo e, numa simples terça-feira, conseguiu perdê-lo para ganhar apenas sentimentos miseráveis: dó, desprezo, pena e, por isso eu digo: que vergonha, hein?

É isso o que você merece, afinal...coração.

De mim ou da vida? Tanto faz, ou das duas.

Aliás...quantos anos você tem mesmo? Bom, independente da resposta, parece que ainda não aprendeu que a mentira tem perna curta.

QUE VERGONHA, VÊ SE CRESCE!

@pattyamoraes.


quarta-feira, 2 de julho de 2014

2013: DoisMileCrazy


O plano é que o post de retrospectiva do ano anterior se torne uma tradição por aqui, por mais tardio que seja, ok? Não me julguem, porque é tudo uma questão de inspiração. Ano passado falamos sobre 2012 no dia 8 de março e, esse ano eu consegui atrasar um pouquinho mais (não tão inho assim)... mas prometo que vou me esforçar para que isso melhore a cada ano! =) 

Sem lenga lenga...o esquema vai ser o mesmo: fazer uma retrospectiva com a minha cara (e jeitinho). Antes de começar, preciso refrescar a memória de vocês, falando que ano passado foi ano de TCC, ou seja, minha gente? Foi realmente crazy: todos os meus planos e metas foram pro ralo, mas, mesmo assim, fiquei satisfeita com o saldo final: 10 no TCC e uma lista considerável daquelas coisas boas que a gente já vai falar aqui embaixo... 


3. OS FILMES DE 2013


Minha frequência na TV, cinema, teatro e séries se tornou ainda menor, exatamente ao contrário do planejado. =( Ganhei o box com as dez temporadas completas de Friends e se eu assisti 5 episódios foi muito. Mas a grande verdade é que com toda a correria, o caminho mais justo foi cortar o que era mais fácil, tendo em vista que o meu amor por filmes e todo esse cenário que falei logo ali na primeira linha é bem pequenininho, se comparado aos amores que vem aí embaixo. Olha a lista: 

– De Pernas pro Ar – De Pernas pro Ar 2 – Teatro: Hiperativo (Paulo Gustavo) – Teatro: Putz Grill (Oscar Filho) – Vai que dá certo – Jobs – Mato sem Cachorro – Meu Passado me Condena – Crô – O verão da minha vida – 

Pois é, mais uma vez o cinema brasileiro liderou a porra toda, mas dessa vez não tive tão gratas surpresas: gostei bastante das duas edições de "De Pernas pro Ar"; "Vai que dá certo" eu, definitivamente, não gostei; "Mato sem Cachorro" e "Meu Passado me Condena" foram os responsáveis pelas melhores risadas nas salas de cinema em 2013; e "Crô" foi a grande decepção do ano, porque eu esperava mais comédia e menos história. 

Sobre os "legendados": "Jobs" foi a pior surpresa negativa de todos os tempos... o filme é ok, mas eu saí do cinema querendo jogar meu iPhone na primeira lixeira pelo caminho (ou seja, acho que seria uma dependente da tecnologia mais feliz sem conhecer a história ~do mito~); e "O verão da minha vida" é bobinho sim, assisti na Suíça (o que é bastante contraditório, diga-se de passagem), mas me fez chorar como se não houvesse amanhã, de tão lindinho! 

Os teatros: Paulo Gustavo foi a maior "descoberta" do ano e, "Putz Grill" eu repeti, achando que as piadas seriam outras, por se tratar um stand-up comedy, mas não foi bem assim que aconteceu. 

O desafio é, além de assistir o box de Friends, que já tem uma capa de poeira na prateleira: investir minhas noites, agora livres, e um pouquinho mais do budget mensal, pra ano que vem trazer uma lista um pouco mais robusta aqui. Só os DVDs da estante não serão suficientes, vou ter que apelar pro Telecine (atualmente desativado na minha TV). 


2. OS ESMALTES DE 2013 


Olhando pra minha lista, levando em conta que fiz bastante misturinha e filha-única em 2013, cheguei a conclusão que eu consegui cuidar ainda menos das minhas unhas durante esse ano que foi um pouco caótico. Era unha quebrando quase toda semana, mas mesmo assim, fiz questão de fazer o possível, né minha gente? Afinal elas são um xodózinho pra mim! 

De novo, tivemos bastante democracia de marcas e cores. Por mais que vocês achem muitos nudes na lista e notem que usei muito Revlon, também desenterrei muitos vidrinhos lá do fundo da cestinha e voltei a levá-los pra passear por aí. O que chega a ser mágico é que quando revi essa lista pra postar aqui, consegui me lembrar de quase todas as unhas, são elas: 

– London Night Blue (MakeB . Boticário) – New York (Mavala) – Elegant (Revlon) – Coradete (Quem disse, Berenice?) – Stormy Night (Revlon) – Palmeira Tropical (Impala) – Rosa Pitanga (Risqué) – Craving Coral (Revlon) – Mint Milk (Latika) – Marrom Mutante (Colorama) – Pratalita (Quem disse, Berenice?) – Andando nas Nuvens (Colorama) – Joaquina (Dote) – Amarelinho 229 (Hits) – Jeans (Colorama) – Cinza Urbano (Impala) – Galeria Estilo (Impala) – Fetiche (AH Fashion) – Tweed (Hits) – Sintonia (Hits) – Figo (Impala) – Folk (Impala) – Toque de Penélope (Risqué) – Militar (Colorama) – Missão Azul (Colorama) – Violeta Acinzentado (Risqué) – Óculos Escuros (Colorama) – Confiança (Gio Antonelli) – Pop Up (Colorama) – Jaqueta (Colorama) – Pretis (Quem disse, Berenice?) – Chumbex (Quem disse, Berenice?) – Ancara (Colorama) – Revlon Red (Revlon) – Jackie (Impala) – Midnight Affair (Revlon) – Acapulco (Mavala) – Sex Appeal (Impala) – Evolution (Eliana) – Going Incognito (Essie) – Berlin (Mavala) – Na Mira 3D (Impala) – Vip (Avon) – Amélia (Ellen Gold) – Pillar Box Red (Butter London) – West End Wonderland (Butter London) – 

Posso afirmar que a predileta do ano foi a filha-única com esmaltes da eterna queridinha, Hits: Tweed (marrom) com Sintonia (bege nude), olha ela aí: 


Além de linda, fui eu quem fez! =) 


1. OS LIVROS DE 2013 


Por último, mas nem um pouco menos importante, e donos de boa parte do meu coração: chegou a hora de falar sobre os livros que li ano passado. Secretamente eu tinha uma meta: pretendia ler um livro por semana, o que daria 52 livros no ano. Escrevendo isso eu vejo como eu sonho e, sonho alto ainda por cima! É claro, óbvio e evidente que eu não conseguiria, afinal, eu tinha que me formar também, né? E isso não foi uma tarefa nem um pouco fácil, muito pelo contrário, bastante cansativa. 

Não foram muitos, consegui uma lista ainda menor que a de 2012, mas foram livros que me fizeram encarar o dia seguinte com mais coragem e, enfim, foi um bom ano, vai. Vou parar de enrolar e vamos aos livros! 

1. Cinquenta Tons de Cinza - E. L. James (É isso mesmo, comecei o ano sendo clichê e lendo a trilogia que quase 100% das mulheres que eu conheço também estavam lendo, já haviam lido ou queriam ler...) 

2. Cinquenta Tons Mais Escuros - E. L. James (O sucesso do tal do Grey é completamente compreensível. Apesar de todas as críticas ao livro, é impossível parar de ler o negócio!) 

3. Cinquenta Tons de Liberdade - E. L. James (Resultado? Li os três livros em uma semana e no fim...eu queria um Grey pra mim, com algumas ressalvas, mas eu falo mesmo!) 

4. Loucamente Sua - Rachel Gibson (Depois de tanto conteúdo erótico, era hora de voltar a ser um pouco mais menininha. Li meu primeiro livro da Gibson, um chick lit bem normalzinho, mas gostei bastante do casal "indeciso": Delaney e Nick.) 

5. Fiquei com o seu Número - Sophie Kinsella (Kinsella é sempre causadora de ótimas risadas! Bastante diferente da série da Becky Bloom, esse é mais um chick lit da autora, que eu engoli...se é que me entendem.) 

6. A Culpa é das Estrelas - John Green (Acho que sobre este eu não preciso falar muita coisa, ainda mais tendo em vista que assisti o filme há menos de uma semana. Apenas pontuando que chorei feito uma vaca ao ler e como um elefante no cinema. Novamente: Hazel ♥ Gus.) 

7. Toda Sua - Sylvia Day (2013 foi realmente o ano de ler conteúdo erótico. Voltei com mais uma trilogia, desta vez, menos sado e mais romântica.) 

8. Profundamente Sua - Sylvia Day (Aos poucos fui percebendo que estava carente demais, o ano estava complicado e que, depois que acabasse o terceiro livro, era melhor parar com o gênero, pelo menos por hora...) 

9. Para Sempre Sua - Sylvia Day (Mas...descobri que, na verdade, não é uma trilogia e, estou curiosa até hoje pra saber o que a Day vai escrever depois de tudo o que já foi dito!) 

10. Canalha, Substantivo Feminino - Martha Mendonça (Na tentativa de me tornar menos "boazinha", li esse livro. É bem engraçado, dá até pra tirar algumas sacadas, mas...eu ainda continuo achando que canalhas sempre se fodem no final.) 

11. A Vez da Minha Vida - Cecelia Ahern (Foi meu primeiro livro da autora, que também escreveu "P.S.: Eu te amo", que eu nunca li e só vi no cinema. Mas falando do livro lido: no começo eu estava achando um saaaaco, mas no final, fiquei invejando e admirando a história incrível da personagem, a Lucy. Não sei o que faria se recebesse um envelope como o que ela recebe. Pra deixar vocês curiosos mesmo!) 

12. Bem Profundo - Portia da Costa (Como eu não sou uma pessoa de palavra quando o assunto são livros: eu voltei com um erótico, mas esse muuuuito mais leve do que as trilogias anteriores e bem mais "histórico", digamos assim. Trata-se de admiradores secretos e a narrativa é muito mais envolvente do que erótica, na verdade.) 

13. Um Sorriso de Oito Graus na Escala Richter - Hugo Rodrigues (Minha história com o Hugo é MEMORÁVEL. O conheci através de um texto no CSV e logo fui atrás, descobri a fanpage e não demorou muito pro meu primeiro livro, que comprei por inbox, chegar na minha porta, com uma dedicatória perfeita e, no dia da minha pré-banca de qualificação do TCC. Resumindo: foi amor. Eu amo o jeito que esse cara escreve. Os livros dele são fininhos: leio em dois dias, que é pra poder durar um pouquinho mais...um dia seria breve demais!) 

14. Morangos Mofados - Caio Fernando Abreu (Sempre quis ler Caio F. e foi a minha maior decepção do ano. Até hoje eu tento entender esse livro, por mais que ele tenha vááárias citações marcadas pelo lápis.) 

15. A Vida Privada das Árvores - Alejandro Zambra (Daqueles finíssimos que a gente pega na estante quando não tem nada pra fazer e...depois não lembra de nada. Desculpa, esse não fez diferença e, pelo pouco que eu me lembro, era bem sem pé e nem cabeça.) 

16. Deixe a Neve Cair - John Green, Maureen Johnson e Lauren Myrac (Comprei pelo simples fato de ter Green envolvido. O livro é incrível, divertido e composto por poucos contos, mas que a gente devora. Eu, pelo menos, não queria que acabasse.) 

Como vocês perceberam, mais uma vez eu li alguns livros que todo mundo já tinha lido, mas também garimpei algumas joias pelas prateleiras da Cultura. Confesso que, realmente, espero um 2014 literariamente mais rico, mas já adianto que estou enfrentando grandes empacadas este ano...ou seja, o fluxo está baixo, infelizmente. 

Enfim...que vocês tenham gostado do post e de conhecer minhas experiências do ano passado, de um jeitinho diferente, mas que o 2013 de vocês tenha sido um pouco mais produtivo que o meu. Pro ano que vem (que na verdade já é esse), tenho algumas novidades, mas vou deixar pra contar depois, porque esse post já está grande demais...aguardem GRANDES novidades e detalhe: nos próximos dias! ♥ 

@pattyamoraes. 

sábado, 21 de setembro de 2013

Sobre a covardia.


O moço vai lá e conhece a moça, independente da situação.
Machão. “Tudo o que você sonhou para a sua vida, gata.”

Opção um: “pegou” e não vai passar disso.  – Parabéns, você foi só mais um.
Opção dois: “pegou” e pediu algum tipo de contato, seja telefone, e-mail, Facebook, endereço... – Mais da metade já fica por aqui, e some para o resto da vida.

Vamos ser otimistas e, então, o moço estabeleceu algum tipo de contato com a moça. Ah, e olha que belezinha, foi um amor. “Será que ele é mesmo tudo o que eu sonhei para a minha vida?”, se pergunta a moça. 24h depois... tchau. Ou não, eles continuam mantendo algum tipo de contato, mesmo que esporádico (quanto otimismo).

Mas sabe o que é? Ele aparece, e some. Ele sempre aparece, e foge, na verdade. A moça não pode tomar nenhuma atitude, digamos assim, mais ousada, ir direto ao ponto e entrar no jogo dele, para ver se pega no tranco... Tem medo, moço?

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Bom, diz nosso amigo Aurélio que o adjetivo ‘covarde’ se aplica a ambos os gêneros, homens e mulheres, e que o substantivo ‘covardia’ é feminino... mas vejam só, que grande insulto! Ok. Não vim aqui ser sexista e, muito menos defender minha classe, até porque, existem sim mulheres covardes (ou até mesmo piores do que isso), mas arrisco a dizer que são poucas, porque mulher enfrenta.

Homem vive dizendo por aí, pra quem quiser ouvir, que mulher é um “bicho” (já começaram errando aí) “complicado”. Opa, opa... péralá! Essa definição de bicho aí, por acaso tem alguma ligação com as situações em que vocês insistem em nos chamar de “gata”? Sério, é a coisa mais inoportuna desse mundo, apenas uma dica. Não somos um animal, felino, que pode até ser bonitinho, mas com muitos pêlos e que, na maioria das vezes, não é agradável ao olfato.

Enfim, nós mulheres podemos sim ter nossos problemas, erros, incertezas, ou qualquer outro nome que vocês queiram dar pra tudo isso. Ok! Podemos ser complicadas, mas, vocês... pode não ser ‘complicado’ a palavra, mas olha, não são fáceis. Mas mulher tem outro “defeito”: a gente não desiste fácil, como eu já disse, mulher enfrenta, pode não parecer, mas mulher sabe o que quer. Tanto é que estou aqui, perdendo o meu tempo, diga-se de passagem, para dividir com vocês uma tentativa minha de tentar entender vocês mesmos. Contraditório, eu sei.

Dito isso, vamos olhar pra vocês, um pouquinho? É o exercício que vim propor hoje. Constatações e dicas, amiguinhos.

- A pergunta que fica é: quer ou não quer? Vocês não vivem reclamando que nós não somos diretas e falamos pelas entrelinhas?
- Daí você encontra a mulher que é direta como você sempre pediu, e foge dela. Ela entrou no seu jogo e você foge dela!
- Meu filho, se você quer ser só mais um da balada, assuma isso.
- Nunca, jamais, desperte em uma mulher um desejo que você não está disposto a satisfazer, por medo.

Sabe o que é tudo isso? A mais pura covardia.
Medo de dizer que quer, e se envolver. Medo de dizer que não quer, e perder para sempre. Quanta síndrome da comodidade!
É medo de se tornar SEMPRE só mais um da balada.
E sabe o pior? É medo de despertar um desejo, satisfazê-lo, gostar e, se envolver.

É isso mesmo. Homem tem medo de se envolver. Mas, por que porra, vocês não assumem logo de uma vez que não vivem sem elas? Como a maioria das mulheres anda fazendo com relação a vocês... Se vocês se envolverem, elas não mordem.

E pera, ainda tem o melhor, quanta mulher por aí também não quer se envolver, hein?

Mas se está cômodo assim para vocês, machões, fiquem com suas mãos, nós também daremos o nosso jeito.

Covardes. Medrosos. Poltrões, já diria o Aurélio, mas agora falta arrumar a questão do gênero para o adjetivo e substantivo, né dicionário? Masculino, única e exclusivamente.

co.var.de adjm
co.var.dia sm

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Uma carta à você.

Oi. 
Está surpreso? Pois é, eu também e, prometo ser breve.

Imaginava que nunca mais iria querer te ver, te ouvir ou falar contigo, mas depois de algumas coisas que andaram acontecendo, neste meio tempo, senti vontade de te escrever coisas que, mais uma vez, nunca imaginei que diria.

É...obrigada!
Obrigada por aqueles oito anos, por todo o sofrimento e toda a parte boa também. Por todas as lágrimas, cada sorriso e cada loucura.

Por um tempo, você conseguiu, de fato, estragar a minha vida, mas eu estou cercada de muita gente que é boa, e seu plano não deu certo, tudo passou, e agora quem está encrencado é você.

Queria te contar que cheguei a pensar (e até pouquíssimo tempo atrás ainda acreditava) que nunca sentiria algo semelhante, em todos os sentidos, mas saiba que aconteceu. Obrigada por me fazer crescer e amadurecer, mas tem um porém...você também me "ensinou" a só atrair coisa ruim, errada. Essa eu deixo passar e, me arranjo sozinha. 

Queria terminar te mandando um beijo, o meu abraço, e te desejando a maior felicidade que alguém tão canalha e covarde quanto você pode ter.

Tchau, depois de nove anos.
Tchau, você finalmente morreu pra mim.
Tchau.


sexta-feira, 29 de março de 2013

“Eu sou o samba...”


E a vida insiste em me pregar peças!
Porque desde criancinha eu adorava e saía gritando a plenos pulmões quando tocava “Não deixa o samba morrer, não deixa o samba acabar! O morro foi feito de samba, de samba para gente sambar!” na voz da Alcione; e sambando, é claro, porque nasci com um pézinho na senzala quando o assunto é samba, só me falta mesmo a melanina. Então, não é a toa que ainda hoje saio cantarolando em qualquer ocasião, e mais ainda: já virou motivo de piada com os amigos (né Naty?) e serve um pouco como a minha música na família (né Cristininha?).

Daí que eu entrei na faculdade. E você me pergunta: o que tem haver? Calma, que eu te explico. Em menos de um mês de Cásper Líbero eu já sabia o que era, e podia sentir muito forte o amor vermelho e branco; já no trote, eu cantei e pulei o Horto Mágico ao som da Bateria da Cásper, não porque eu esteja sempre bêbada, mas porque eu, enfim, era casperiana. Porque quem faz Cásper não vai pra faculdade, vai pra CÁSPER. Porque quem faz Cásper não é estudante da Cásper Líbero, é CASPERIANO.

Então, bem lá no fundinho, eu sempre nutri aquele amor pelo samba, e agora havia outro amor! Isso mesmo, e eu fui tentando esconder, de mim mesma, a vontade iminente de ser parte daquela batucada linda, que só brilhava: da Bateria da Cásper, a que me animava a cada festa, a cada vídeo compartilhado no Facebook; e a mesma que me deixava indignada por ser tão pouco valorizada dentro da faculdade.

Passada metade do meu curso, lá no comecinho do meu terceiro ano de Cásper... Eu, finalmente, decidi aparecer no primeiro ensaio do ano da Bateria, que por sinal, foi ensaio pré Cervejada dos Bixos de 2012. Lá fui eu com aquela vergonha bem no fundinho por não ser mais bixete (há muito tempo) e estar caindo ali de paraquedas.

A cada sinalzinho daquele que o mestre, que até hoje eu não sei por que é apelidado Tieta, fazia, eu entendia menos ainda. Mas escolher um instrumento não foi difícil. E quem diria? O meu santo bateu, e bateu forte, com o daquela menina que eu sempre achei “exótica”, que sempre andava com umas roupas diferentes, mas que hoje é uma das grandes amigas que a Bateria me deu (e não a única).

A cada sábado de ensaio, eu tinha certeza que estava no lugar certo, por mais que tocar repinique decentemente estivesse difícil: agora eu seria parte da Bateria da Cásper! Aquela que me animou, agora seria animada também por mim. Aquela que eu achava um absurdo ser tão deixada de lado pelas outras instituições da faculdade, sem apoio nenhum, agora seria apoiada também por mim. Agora eu passaria a ter compromisso todo sábado, a acordar mais cedo, e a voltar menos pra minha cidade, mas de alguma forma eu sabia que ia valer a pena. E a certeza veio no JUCA. Passar quatro dias no sufoco por cansaço, banho, comida, foi bem mais divertido, e mais uma vez, e mais do que nunca: uma prova de união. É... o samba que eu sempre amei, agora havia me dado uma nova família. Uma família como todas as outras: cheia de brigas, estresses, mas cheeeeeeeeeeia de amor.

Daí que a cada risada eu fui, aos poucos, reconhecendo irmãos dentro dessa família. Naqueles com os quais eu sempre estava, com os quais eu mais ria, eu descobri uma gama infinita de afinidades, e hoje a gente tem a nossa turma. A turma mais maliciosa (não no sentido libidinoso da palavra) que essa Bateria já viu.

E porque Turma da Malícia? Porque a gente é malicioso, oras. Vemos fofoca e babado em tudo, além de que: com o nosso jeitinho todo único de ser, a gente vai conseguindo o que quer, e fazendo com que tudo seja sempre um pouquinho melhor pra todo mundo. Somos seis pessoas que se uniram sem nem perceber, na maior brincadeira dos últimos tempos, e que hoje, não passam, basicamente, um dia sem se falar e rir muito juntos (ou não).

Isso é ser da Bateria da Cásper. É ser guerreiro pra conseguir tocar um instrumento de percussão, quando você nem mesmo havia pegado num desses (porque a maioria dos ritmistas entra sem saber nada). É quando você menos espera perceber que não vive mais sem todas aquelas pessoas (sem tirar, nem pôr), por mais péssimas, chatas, e todos os adjetivos ruins que elas sejam. É acordar cedo num sábado, pra carregar instrumento pesado, atravessar a cidade, mas mesmo assim levar um sorriso no rosto, amor no coração e samba no pé. É mesmo com todas as partes ruins, defender o nome, a camiseta, e fazer o possível, e às vezes o impossível, para que a Batucada não acabe, afinal, o samba não pode morrer. É ser sempre mais Cásper, querer queimar a Maria Antônia e estar sempre pronto para o primeiro UM-E...

“...tenho certeza que você vai se amarrar!
Eu sou o samba, tenho certeza que você vai se entregar pra mim.”

Mais que amarrada, e entregue.

sexta-feira, 8 de março de 2013

2012 sob uma perspectiva toda minha.



Sei que já se passou mais de dois meses do novo ano, mas como sempre, eu tardo, mas nunca falho; e muito porque aqueles que leem esse blog me cobram alguns posts, é claro.

Então, há duas semanas, finalmente, o ócio me fez sentar e começar a escrever o post que planejei por todo 2012, mas que estive sem tempo nenhum pra colocar em palavras. Demorou, mas finalmente ele chegou, gente!

Logo... Vamos mergulhar em uma retrospectiva, cheia de personalidade, do ano que passou; deixando bem claro que vou falar das coisas em ordem crescente de preferência, com o ápice no final ;)

3. OS FILMES DE 2012

Comecei o ano com um desejo muito forte de assistir mais filmes, que nunca foram uma paixão no meu dia-dia. No comecinho, confesso que estava conseguindo, mas era tudo efeito das férias... Foi só as aulas voltarem, e o bicho voltar a pegar, que minha frequência cinematográfica voltou a cair drasticamente.

Como sempre, os filminhos água-com-açúcar dominaram minha lista, houve muitos que assisti de novo, e o que bombou mesmo foi a TV no Telecine e até na Globo; ah, também frequentei bastante as bancas de filmes à R$19,90 nas Lojas Americanas e fui bem pouco ao cinema, vejam:

– Maluca Paixão – Amanhecer Parte 1 – O Diário de Bridget Jones – E agora, meu amor? – Antes que termine o dia – Querido John – O Amor Custa Caro – Uma Semana – Amor por Acaso – O Palhaço – Sete dias, Sete noites – Lembranças – Se eu fosse você 2 – Era uma vez... – E sua mãe também – E aí, comeu? – Espelho, espelho meu – Ela é demais pra mim – Bruna Surfistinha – Cilada.com – Um amor pra recordar – Terapia do Amor – Um Bom Ano – À Beira do Caminho – Namorados para sempre – De repente 30 – Ele não está tão afim de você –

Além de tudo isso, assisti uma série inteirinha! Isso mesmo! Agora meus amigos viciados em séries piraram... Mas, não se animem, foi uma série bem água-com-açúcar também e de novo sob efeito das férias (de julho, dessa vez): “Sex and the City”. E assisti a três peças no teatro (esse sim, eu adoro): Toc Toc, Como se tornar uma supermãe em 10 lições e Putz Grill.

O que tenho a dizer, depois disso tudo, é que eu realmente não tenho muita paciência pra TV, por isso gostei mais da experiência das três peças de teatro (principalmente Toc Toc que estava a anos querendo ver!), e de mergulhar num mundo diferente por mais tempo com Sex and the City; mas naquela lista de filmes ali, houve sim surpresas muito boas, principalmente com filmes nacionais como: O Palhaço, E aí, comeu? e À beira do caminho; os três assistidos no cinema!

2. OS ESMALTES DE 2012

Foi um ano colorido e democrático! Teve Risqué, Colorama, Impala, Hits, AH Fashion e até a nova marca do mercado brasileiro, a Latika; além de vários gringos desfilando por aí junto comigo como Rimmel, Emolan, Essie, Mary Kay, e a que virou a queridinha das unhas e da cestinha de esmaltes: a Mavala – uma marca suíça, que se tornou muito mais acessível pra mim depois que minha irmã foi morar fora.

Apesar de muitas unhas quebradas, passei por várias fases esse ano: dos escurões, dos menininha, dos exóticos, dos estilosos, dos nude...enfim, mais fácil vocês verem:

– Azul Pavão (Impala) – Afrodite (Hits Holográfico) – Blue My Mind (Rimmel) – 307 (Emolan) – Duende (Colorama) – Husky (Risqué) – Maltês (Risqué) – 219 (Hits) – Ártemis (Hits Holográfico) – Apolo (Hits Holográfico) – Corda Bamba (Colorama) – Light Reflecting Red (Emolan) – Chão de Estrelas (Risqué) – Ouro Nude (Risqué) – Fresh Melon (Mavala) – Pistachio (Mavala) – Cocker (Risqué) – Lagoon (Mavala) – Lantejoula (Colorama) – Cipó (Colorama) – Filippa (Hits PopUp Store) – Goiaba (Hits) – Cool (AH Fashion) – Show (AH Fashion) – Boho Chic (Impala) – Silken Cord (Essie) – St.Tropez (Mavala) – Praia (Hits) – Bela (Hits) – Açaí (Hits) – Poseidon (Hits Holográfico) – 680 (Hits) – Deitar na Rede (Impala) – Marron Glacé (Mavala) – Crushed Pearl (Mary Kay) – Cranberry (Latika) –

Depois de todas essas pinceladas, só me resta dizer que eu continuo apaixonada por esmaltes e por (tentar) cuidar das minhas unhas, por mais que isso tenha sido deixado um pouco de lado (vide o número de esmaltes usados e o número de semanas do ano); e também que, de fato a Mavala foi a surpresa agradável do ano (ou seria o vício?), junto com a Mary Kay, que apesar de ter sido usada apenas uma vez, ganhou meu coração.

Mas...que em 2013 eu dê mais atenção aos meus queridos vidrinhos (mas já adianto que isso não vem acontecendo...)!

1. OS LIVROS DE 2012

Já começo esse tópico dizendo que foi absurdamente difícil escolher entre os esmaltes e os livros para estarem nessa primeira posição, mas achei justo colocar aqui aqueles aos quais, de fato, eu dediquei muito do meu tempo em 2012. Não tem jeito, eu amo ler, e sempre vou dar um jeito de estar lendo um bom livro, nem que seja de madrugada.

O ano foi bastante recheado (mas não tanto quanto eu realmente desejava), e repleto de boas surpresas literárias: li autores que já me têm de longa data, como a amada Marian Keyes e a Sophie Kinsella; li livros que todos já haviam lido, menos eu; insisti em autores que já havia lido, mas não haviam me prendido, como a polêmica Martha Medeiros, e a Elizabeth Gilbert; mas também conheci novos escritores, que me ganharam, como foi o caso do Federicco Moccia e do eterno Fabrício Carpinejar.

Mas vamos parando de enrolação:

1. Descalças – Elin Hilderbrand (Livro que comprei pelo título e pela capa, mas que a leitura me fez gostar ainda mais.).
2. A Estrela Mais Brilhante do Céu – Marian Keyes (Pra mim, Marian já dispensa comentários! ♥).
3. Menina de Vinte – Sophie Kinsella (Diferente de tudo que já havia lido da autora, deixa o estilo Becky Bloom completamente de lado, e traz um livro bastante leve e espiritual.).
4. Um Passarinho me Contou – Rosana Hermann (Para os que gostam de Twitter é uma boa pedida).
5. Fora de Mim – Martha Medeiros (É um livro que desperta opiniões bastante distintas nos que leem. Eu, particularmente, gostei, mas é um tapa na cara a cada página virada.).
6. Amei, Perdi, Fiz Espaguete – Giulia Melucci (Outro livro que comprei pelo título, mas que com as páginas, não me rendi. As receitas em meio à narrativa eram cansativas.).
7. Marley & Eu – John Grogan (Da série que todos já haviam lido, menos eu; então só queria deixar registrado que com o livro chorei tanto quanto, ou ainda mais do que com o filme.).
8. Desculpa se te chamo de amor – Federico Moccia (Da série dos autores que conheci e pelos quais me apaixonei; tanto é que li quatro livros seus, consecutivamente.).
9. Desculpa, quero me casar contigo – Federico Moccia (Ele foi meu primeiro autor italiano, e por mais diferenciada que seja sua diagramação, me envolvi muito nas suas histórias. Alex e Niki! ).
10. Sou louco por você – Federico Moccia (Só depois de ler descobri que a história de Step e Babi já vinha de antes, em “Três Metros Acima do Céu”, agora preciso ler o começo, né?).
11. Carolina se apaixona – Federico Moccia (Lendo lembrei da minha adolescência, dos amores inocentes...foi doce!).
12. Comprometida – Elizabeth Gilbert (Já havia lido “Comer Rezar Amar” e havia O-D-I-A-D-O; “Comprometida” é como uma continuação, e com ele não foi diferente, mas o ódio dessa vez foi mais ameno...).
13. Peregrinos – Elizabeth Gilbert (Sou brasileira e não desisto nunca! Continuei insistindo na Gilbert, e digo que ainda bem. “Peregrinos” é obra de ficção, e eu A-M-E-I. São contos encantadores, e a conclusão que cheguei foi que não gosto da história de vida da autora, apenas, porque quando ela decide inventar histórias, ao invés de contar as suas próprias, ela me ganha.).
14. Sobre homens e lagostas – Elizabeth Gilbert (Queria ler a muito tempo, até que comprei, juntou um pouco de poeira na estante, mas depois de “Peregrinos”, só faltava ele pra ler todos da Gilbert. Serviu pra me fazer apaixonar ainda mais pela ficção da autora. Ruth Thomas é ídola!).
15. Água para Elefantes – Sara Gruen (Todo mundo leu, ou viu o filme, então eu também tinha que ler ou ver o filme. Li, não achei nada demais e só Deus poderá me julgar.).
16. Toda maneira de amor vale a pena – Bety Orsini (Estava indo viajar sem nenhum livro na bolsa, então comprei no susto na livraria do Terminal Tietê e foi uma surpresa muito doce. O livro conta histórias de diversos casais gays, e me faz pensar que o amor existe, e que realmente vale a pena. Homofóbicos deviam ler.).
17. Mulher Perdigueira – Fabrício Carpinejar (Ganhei de aniversário esse livro de crônicas do Carpinejar, que até então só conhecia das frases legais da internet. Me rendi a cada crônica, e fui lendo bem devagarzinho, sem querer terminar. Mas já tenho vários do autor na estante para 2013!)
18. As listas de casamento de Becky Bloom – Sophie Kinsella (Toda a família acompanhou a saga (mais engraçada dos últimos tempos) da Becky Bloom e seus casamentos, porque terminei o livro já na ocasião do Reveillón. Como tudo que envolve a personagem, não dá vontade de parar de ler; mas, para a minha sorte, ainda tenho outros livros da Série Becky Bloom na wishlist.).

Ufa! Que 2013 seja ainda mais rico literariamente; livros na estante não faltam, nunca!

___Enfiiiim! 2012 foi um ano realmente diferente, pra não falar outra coisa. Eu sempre quis fazer uma retrospectiva no blog, e achei esse um jeito divertido para tal, sem ficar só narrando momentos. Que 2013 seja revelador, e melhor, sempre.

@pattyamoraes.