terça-feira, 31 de agosto de 2010

Louca.

Dois meses antes já era citada. Um mês antes já mandava lembranças. Em agosto, lá estava ela. Cochichos daqui, fofocas dali, a louca era o assunto nos corredores. Duas semanas antes começou a ser divulgada e adquirida. A pergunta que mais se ouvia era: “Vai de quê?”. Passeios, aquisições, convites, tudo girava em torno daquela sexta-feira louca. O dia para o qual muita gente se preparou, o dia que muita gente passou se preparando também. Quantos rolos até chegar 23h. Enfim. Lá é onde rola papel no sapato grande, chiclete na máscara que soltou, e garanto que muitas, mas muitas outras gambiarras pra deixar tudo do devido jeito certo. É lá que todo mundo faz de tudo pra ser feliz. Pra viver loucamente. Mas por favor, peço, com moderação. Louca? É a POROROCA LOUCA. #soumaiscasper. Kisses, @pattyamoraes.

domingo, 15 de agosto de 2010

Não adianta.

É domingo. Passei o dia na cama, de pijama, pensando. 21h40 fui tomar banho. Quente. Com aquele vento frio cortante da Paulista entrando pela janela que não fecha. Saí de lá e coloquei a mesma roupa. Que sensação. O que mais me espanta é lembrar de você. E quando eu digo que vou te esquecer, nunca é verdade, fazem 7 anos e sempre foi da boca pra fora. Minhas amigas me dizem que ficaremos juntos, eu não tenho fé nenhuma mais nisso, mas sei que vou te lembrar pra sempre. Lembrar e querer você comigo. Me falando coisas que me agradem, que me façam sentir bem e sorrir. 5 dias é eternidade agora. Queria você aqui comigo nessa cama que fica grande sem você, mesmo você nunca tendo estado aqui. Debaixo desse edredon vermelho que me abraça na sua ausência, e que então teria a simples função de nos protejer desse frio. Aqui comigo, abraçado, me dando um beijo no rosto e me perguntando: “O que vamos comer?”. Ok, me chamar de amor agora seria demais. Aqui, esperando a pizza, comendo do meu lado e achando graça do nada. Me dando a força que eu preciso para enfrentar todos os desafios que preciso, que mais do que nunca estão sendo lançados, e sei que você é ótimo nisso. Poder ser espontânea, sentir a sua espontaneidade comigo e fazer do momento mais simples o melhor. Simplesmente te abraçar a hora que eu quiser. Não me arrepender de nada depois. Ficar vermelha com o simples toque da sua mão no meu rosto, completa. Ficar feliz só pelo fato de estar de verdade com você. Te sentir sincero e não ter mais dúvidas. Não querer ligar a TV para ouvir a Patrícia Poeta e você ficar conversando comigo, me fazendo rir, brincando. Não me preocupar com a hora. E ver que a única coisa que importa é o aqui, o agora, nós. Ir dormir quando der vontade, com você do meu lado, me abraçando, dormir de conchinha e quando acordar e te ver,sorrir. E te ver sorrir junto. E se não der vontade, não dormir, fazer o que parece loucura, tornar o que era desejo e brincadeira, real. E sentir que é certo, e ter certeza que não é só agora. Ninguém precisa acreditar na nossa ingenuidade e maturidade. Fazer do nosso jeito, com a nossa verdade. Não precisar falar, o olhar vai ser suficiente para sentir. Amor, prazer. Agora, me deixa te ganhar? Não só pro domingo, mas pra segunda, terça, quarta...

Necessidade.

Não sei para você. Mas para mim é necessidade. Abraçar. Eu abraçei, tu abraçaste, ele abraçou. Nós abraçamos, vós abraçastes, eles abraçaram. Eu abraço, tu abraças, ele abraça. Nós abraçamos, vós abraçais, eles abraçam. Eu abraçarei, tu abraçarás, ele abraçará. Nós abraçaremos, vóis abraçarais, eles abraçarão. ABRAÇO. Se para você esse simples acolher entre braços significa muito mais do que um beijo, qualquer tipo deles, ou mil palavras, se é nessa hora que você sente a sinceridade do momento; sente o calor, o carinho, o afeto. Tudo aquilo que não é simplesmente carnal se traduz no simples ato de abraçar. Se para você ser abraçado significa estar seguro e ainda mais, se é neste momento que seu mundo parece ser mais completo. Abraçe colegas, amigos, amigas, amores, e desamores. Existem vários tipos de abraços: aquele de quem não tem vontade, ou simplesmente, sendo mais otimista, está com pressa, aquele que mal encosta em você; o abraço tradicional; o abraço apertado; e o abraço de sentir o coração do outro bater. Eu particularmente sou do pensamento: “Se não quer, não me abraçe”, logo, sou completamente avessa ao primeiro tipo de abraço, o apressado. Quanto aos outros 3: O abraço tradicional pra mim é cumprimento. E os outros dois, são os abraços reais, que você mendiga quando está digamos, desamparado, ou basicamente, carente. Ou então, mendiga simplesmente por mendigar, quer um abraço e pronto. A forma de demonstração afetiva mais linda e humilde. Abra seus braços e envolva quem estiver a sua frente, com certeza seu dia será melhor, e você pode mudar o alheio também. Uma vida sem abraços é uma vida incompleta. Abraçe, sinta e entenda sem precisar de palavras. Não perca mais tempo e sinta agora uma das melhores sensações. Abraçe, não há NENHUMA dificuldade nisso. Hugs, a lot of hugs, and follow me. @pattyamoraes.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Mas então...Porquê?

Cabeça cheia de medos e dúvidas. Conselhos pra dar e perguntas pra fazer. Quem sabe algum desses conselhos não sejam na verdade perguntas e algumas dessas perguntas não sejam na verdade respostas? Confusão. Porque se importa, se molda, e os outros são assim tão indiferentes? Aprenda a ser indiferente por mais dor que isso te cause, deixe seus sentimentalismos um pouco de lado. E talvez seja chegada a hora de aprender aquele velho ditado: “Você se importa. Mas saiba que os outros simplesmente não se importam.” Pare de ser redundante no que diz, e ainda mais, acima de tudo e em primeiro lugar, no que promete a si mesmo. E quanto às promessas que faz aos outros, nunca deixe de cumprí-las. Não prometa o que não vai cumprir um dia. E nunca, NUNCA deixe de ser você; nunca faça o que você não quer em prol do outro; apesar de tudo, continue com seu amor próprio intacto. Você pode se arrepender depois e cair fundo. Pense. Ser imediatista em algumas ocasiões pode não ser assim tão bom. Respeite as diferenças. Aprenda a viver com o que tem em mãos. Ou aprenda a viver sozinho. Não fique dependente de pessoas intocáveis. Procure os abraços que te são sobrevivência em braços outros, amigos, amigas, mas não se rebaixe nunca mais. Não corra atrás do que não vale mais a pena correr. Tome a maior distância possível daquilo que te machuca, em alguns casos, a distância é o melhor remédio; sim, daqueles que tem gosto ruim, arde, ou sei lá, mas logo passa. Chega de procurar ouvir o que só te machuca, e quando você quiser gritar coisas boas, mas que não são recíprocas a você, engula esse grito e guarde-o em um lugar tranquilo para usar mais tarde com quem o mereça realmente. Ame, mas nunca mais assuma isso gratuitamente. Olhe pra trás e sinta saudades sim, não só agora, como por todo o resto da vida, por que sim, você sempre vai se lembrar. Chore. Mas chore junto da sua cama, com seus lençóis, travesseiros e cobertas, se for possível, assim vai ser menos doloroso. E se sentir necessidade faça um último pedido para que não se esqueça da sua passagem de qualquer jeito que tenha sido. Mas olhe também a frente, onde tem um mundo todo, uma vida toda te esperando. Passou da hora de buscar pela sua felicidade. E lembre-se: quem não perdoa busca pela própria morte. Por: Patrícia Azevedo de Moraes (@pattyamoraes)

Eu.Você.Nós.

Tenho esperado por ti a tanto tempo. Vivi tantas coisas que gostaria de ter vivido contigo, e às vezes gostaria de voltar no tempo, pra ter você como o primeiro, o único. Estou caminhando numa estrada sem fim. Os dias passam e levam com eles a minha vida que por tanto tempo eu guardei para você. Continuo tocando a tua canção, na esperança que em cada nota tocada, os segundos passem e eu possa te ter mais rápido, te ter somente. Quando a gente gosta de alguém tudo se torna tão piegas, tão clichê, mas quando você sorri pra mim, tenho a certeza de que quero essa vida piegas pra mim. Só você desperta o melhor que ainda existe em mim, só você traz o meu sorriso de volta, só você conseguiu me trazer de volta. Eu posso sentir o vento, as borboletas, o calor, o suor, o medo. Agora eu sei que eu posso, com você eu sei que eu posso qualquer coisa, posso tudo. Anoitece, e ainda estou aqui amor. Cantando, esperando, caminhando, você tem sido meu único pensamento, e vejo minha vida indo, como saudade, como amor perdido. Não deixarei a esperança ir... Ela fica, ela chama, ela grita pra te ter. Meus sacrifícios são pra te ver sorrir, te ver nos meus sonhos, refazer meu coração a cada suspiro que você der, mudar a minha vida a cada passo teu. Gasto tintas e tintas de caneta, para escrever repetidas vezes, compor repetidas músicas, repetidas notas, na tentativa desesperada , pq você sabe o quão imediatista eu sou, de trazer você pra mim, de fazer você entender a verdade e te fazer querer... Querer me encontrar. Para a gente cair juntos, pra fazer a gente se encontrar, um no outro, perdidamente, infinitamente. Vou rodar o mundo, mudar o mundo, pra desfazer a tua vida, deixar ela do avesso e te mostrar que sou eu nos teus sonhos, sou eu que pego tua mão. É por mim que você corre na escuridão pra achar a luz. Eu sou a luz. POR CAMILA. Peguei isso de um tumblr(http://alwaysthealice.tumblr.com/), e é isso. Kisses, follow me. @pattyamoraes

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Senti

Um sorriso nascer. Vontade de chorar. Dor. Medo. Ansiedade. Certeza. Dúvida. Exclusão. Esperança. Amizade. Amor. Vergonha. Felicidade. Tristeza. Angústia. Raiva. Tédio. Falta de afeto. Falta de incentivo. Mudança. Peso nas costas. Cansaço. E de novo: Dor, Medo. Senti: TUDO "NOVO"(que na verdade é velho) DE NOVO. @pattyamoraes.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Avenida Paulista.

(1902) A Avenida foi inaugurada em 1891 e criada pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima(agora entendo o porque deste nome em uma de suas travessas), visando expandir as áreas residenciais da cidade. Houve nela grande circulação de veículos de tração animal, tráfego que foi posteriormente desviado para a rua ao lado, a atual Alameda Santos. Foi a primeira via pública asfaltada da cidade de São Paulo, cujo nome seria “Avenida das Acácias” ou “Prado de São Paulo”, mas seu engenheiro declarou: “Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas.” Foi temporariamente conhecida como “Avenida Carlos de Campos” em homenagem ao ex-presidente do estado, porém a população se mostrou indignada, voltando então a ser conhecida como “Avenida Paulista”. (1970) Aos poucos as casas foram extintas, dando lugar aos “pequenos” prédios de escritórios e comércios; apareceram ainda os espigões, que são os edifícios com cerca de 30 andares. A Paulista acabou se tornando uma espécie de museu, com inúmeros estilos de arquitetura de diferentes períodos e origens. Sofreu ao longo dos anos muitas reformas paisagísticas, nos trazendo hoje um dos cenários mais conhecidos da capital, com suas enormes calçadas em mosaicos portugueses branco e preto. É o maior centro financeiro, cultural e de entretenimento da cidade, onde encontramos o MASP, o Parque Trianon, prédios como o da FIESP e do SESI, 19 consulados como por exemplo: o italiano, o libanês, o japonês, o chileno, o boliviano e outros. Ah, e muuuuitos restaurantes como a casa de lanches “América”, o restaurante italiano “Súbito”, além do McDonalds, e do Bob’s e outros. Conta ainda 4 estações do metrô(Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação e a Paulista, recém inaugurada, da linha amarela), o que ilustra nitidamente a grande circulação de pessoas por ali. Temos o Shopping Pátio Paulista, o Top Center, o Center 3, além dos chingue-lingues, que não deixam de ser shoppings. Encontramos também o Conjunto Nacional que conta com área comercial, com a famosa Livraria Cultura, cinemas, área de alimentação e também área residencial. Além deste, por mais que muitos acreditem que não, existem alguns prédios residenciais espalhados pela Avenida, que é o ponto mais alto da cidade de São Paulo. (Atual) É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada, dentre muuuuitas das antenas que encontramos por ali. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias(o ESCADÃO), pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural. Enfim! Todo este post se deve a este último parágrafo. Minha vida está neste prédio. Curso Publicidade e Propaganda na Cásper Líbero e passo boa parte dos meus dias lá. E o restante em um prédio também na Paulista, onde moro. Então, moro aqui, estudo aqui. Passo as 24 horas do meu dia aqui, afinal. Logo...parei e pensei: “Devo sim desbravar mais sobre esse meu mundo. Porque não?”. Então pesquisei, li, observei, refleti e escrevi. Aqui se vê de tudo, desde o mais arrumado, ao mais mulambento; do mais tímido, ao mais extrovertido; do mais normal, ao mais louco; o emo, o executivo, o excêntrico, o na moda. Não posso deixar de citar o senhor muito louco que sobe todo dia na lixeira perto da saída do metrô Consolação e com seus fones de ouvido dança freneticamente. Também tem o meu amigo que fica em frente ao bar “Charme da Paulista”, trabalhando como homem sanduíche, e vive cantando, mexendo com todo mundo, e acaba por fazer muita gente dar risada. Temos passando por aqui o universo da Augusta. Temos aos fins de semanas as feirinhas em frente ao Parque Trianon e no Vão do MASP. Pra deixar de ser prolixa: se você não sabe o que fazer, venha pra Avenida Paulista, aqui você há de encontrar, aqui é onde tem literalmente de tudo um pouco. É o hospício gigante, afinal, ninguém é normal, não há normalidade. Esse post passou a existir por um único motivo. Pelo fato de este mundo não ser só meu, afinal, como foi dito, este cenário aqui faz parte do cotidiano de milhares de pessoas, que com certeza ao lerem isto tudo, teram déjavu’s múltiplos ao lembrarem de cada centímetro deste chão, de cada momento que passaram aqui, independente do que seja, de quem seja. A Paulista é a ilustração da diversidade e da aceitação. Kisses, and follow me PAULISTANO! @pattyamoraes.

Cheguei. Observei.

Dia 2 de agosto. Tão memorável quanto 22 de fevereiro. Minha sensação ao entrar na Cásper hoje foi tão gratificante quanto naquela segunda-feira em que cheguei e disse: "Oi, sou bixete!" e começaram a tacar me tudo que vocês possam imaginar. Chegar ontem em São Paulo foi estranho. Foi como dia 21 de fevereiro também. Continuei sentindo vontade de chorar ao ver meus pais entrando no elevador, indo embora pra me deixar aqui nessa cidade gigante sozinha, de novo. Mas dessa vez, obviamente não chorei desesperadamente, só fiquei com os olhos marejados e me lembrei que daqui a alguns dias já vou estar novamente "em casa", afinal já vivi um semestre da faculdade assim, devo ter acostumado. Estava com saudades, há de ser bom tudo isso de volta. A cada dia que passa me sinto mais...completa. Hoje pela primeira vez, por não ter muitas companhias em sala, me mantive completamente presa à aula de Sociologia do Lira, e me senti tão no lugar certo. Aquela coisa do "flâneur". É exatamente o que eu escrevi esses dias na provinha lá da entrevista, quero aprender o novo e usar ele ao meu favor. O "flâneur" é a arte de observar e fazer do cotidiano uma arte. Mais do que nunca tenho certeza que foi pra isso que nasci. E a minha arte é com certeza a foto e a escrita. "Flâneur", I love you. Kisses, and follow me. @pattyamoraes