domingo, 15 de agosto de 2010

Não adianta.

É domingo. Passei o dia na cama, de pijama, pensando. 21h40 fui tomar banho. Quente. Com aquele vento frio cortante da Paulista entrando pela janela que não fecha. Saí de lá e coloquei a mesma roupa. Que sensação. O que mais me espanta é lembrar de você. E quando eu digo que vou te esquecer, nunca é verdade, fazem 7 anos e sempre foi da boca pra fora. Minhas amigas me dizem que ficaremos juntos, eu não tenho fé nenhuma mais nisso, mas sei que vou te lembrar pra sempre. Lembrar e querer você comigo. Me falando coisas que me agradem, que me façam sentir bem e sorrir. 5 dias é eternidade agora. Queria você aqui comigo nessa cama que fica grande sem você, mesmo você nunca tendo estado aqui. Debaixo desse edredon vermelho que me abraça na sua ausência, e que então teria a simples função de nos protejer desse frio. Aqui comigo, abraçado, me dando um beijo no rosto e me perguntando: “O que vamos comer?”. Ok, me chamar de amor agora seria demais. Aqui, esperando a pizza, comendo do meu lado e achando graça do nada. Me dando a força que eu preciso para enfrentar todos os desafios que preciso, que mais do que nunca estão sendo lançados, e sei que você é ótimo nisso. Poder ser espontânea, sentir a sua espontaneidade comigo e fazer do momento mais simples o melhor. Simplesmente te abraçar a hora que eu quiser. Não me arrepender de nada depois. Ficar vermelha com o simples toque da sua mão no meu rosto, completa. Ficar feliz só pelo fato de estar de verdade com você. Te sentir sincero e não ter mais dúvidas. Não querer ligar a TV para ouvir a Patrícia Poeta e você ficar conversando comigo, me fazendo rir, brincando. Não me preocupar com a hora. E ver que a única coisa que importa é o aqui, o agora, nós. Ir dormir quando der vontade, com você do meu lado, me abraçando, dormir de conchinha e quando acordar e te ver,sorrir. E te ver sorrir junto. E se não der vontade, não dormir, fazer o que parece loucura, tornar o que era desejo e brincadeira, real. E sentir que é certo, e ter certeza que não é só agora. Ninguém precisa acreditar na nossa ingenuidade e maturidade. Fazer do nosso jeito, com a nossa verdade. Não precisar falar, o olhar vai ser suficiente para sentir. Amor, prazer. Agora, me deixa te ganhar? Não só pro domingo, mas pra segunda, terça, quarta...

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