terça-feira, 3 de agosto de 2010

Avenida Paulista.

(1902) A Avenida foi inaugurada em 1891 e criada pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima(agora entendo o porque deste nome em uma de suas travessas), visando expandir as áreas residenciais da cidade. Houve nela grande circulação de veículos de tração animal, tráfego que foi posteriormente desviado para a rua ao lado, a atual Alameda Santos. Foi a primeira via pública asfaltada da cidade de São Paulo, cujo nome seria “Avenida das Acácias” ou “Prado de São Paulo”, mas seu engenheiro declarou: “Será Avenida Paulista, em homenagem aos paulistas.” Foi temporariamente conhecida como “Avenida Carlos de Campos” em homenagem ao ex-presidente do estado, porém a população se mostrou indignada, voltando então a ser conhecida como “Avenida Paulista”. (1970) Aos poucos as casas foram extintas, dando lugar aos “pequenos” prédios de escritórios e comércios; apareceram ainda os espigões, que são os edifícios com cerca de 30 andares. A Paulista acabou se tornando uma espécie de museu, com inúmeros estilos de arquitetura de diferentes períodos e origens. Sofreu ao longo dos anos muitas reformas paisagísticas, nos trazendo hoje um dos cenários mais conhecidos da capital, com suas enormes calçadas em mosaicos portugueses branco e preto. É o maior centro financeiro, cultural e de entretenimento da cidade, onde encontramos o MASP, o Parque Trianon, prédios como o da FIESP e do SESI, 19 consulados como por exemplo: o italiano, o libanês, o japonês, o chileno, o boliviano e outros. Ah, e muuuuitos restaurantes como a casa de lanches “América”, o restaurante italiano “Súbito”, além do McDonalds, e do Bob’s e outros. Conta ainda 4 estações do metrô(Brigadeiro, Trianon-Masp, Consolação e a Paulista, recém inaugurada, da linha amarela), o que ilustra nitidamente a grande circulação de pessoas por ali. Temos o Shopping Pátio Paulista, o Top Center, o Center 3, além dos chingue-lingues, que não deixam de ser shoppings. Encontramos também o Conjunto Nacional que conta com área comercial, com a famosa Livraria Cultura, cinemas, área de alimentação e também área residencial. Além deste, por mais que muitos acreditem que não, existem alguns prédios residenciais espalhados pela Avenida, que é o ponto mais alto da cidade de São Paulo. (Atual) É famosa também a antena do prédio da Fundação Cásper Líbero, sendo a maior e mais alta da avenida e que chama a atenção devido à sua iluminação amarelada, dentre muuuuitas das antenas que encontramos por ali. O mesmo prédio também é famoso por suas escadarias(o ESCADÃO), pelo Teatro Gazeta, pela sede da TV Gazeta, da Rádio Gazeta FM, da Faculdade Cásper Líbero e pelo cinema Reserva Cultural. Enfim! Todo este post se deve a este último parágrafo. Minha vida está neste prédio. Curso Publicidade e Propaganda na Cásper Líbero e passo boa parte dos meus dias lá. E o restante em um prédio também na Paulista, onde moro. Então, moro aqui, estudo aqui. Passo as 24 horas do meu dia aqui, afinal. Logo...parei e pensei: “Devo sim desbravar mais sobre esse meu mundo. Porque não?”. Então pesquisei, li, observei, refleti e escrevi. Aqui se vê de tudo, desde o mais arrumado, ao mais mulambento; do mais tímido, ao mais extrovertido; do mais normal, ao mais louco; o emo, o executivo, o excêntrico, o na moda. Não posso deixar de citar o senhor muito louco que sobe todo dia na lixeira perto da saída do metrô Consolação e com seus fones de ouvido dança freneticamente. Também tem o meu amigo que fica em frente ao bar “Charme da Paulista”, trabalhando como homem sanduíche, e vive cantando, mexendo com todo mundo, e acaba por fazer muita gente dar risada. Temos passando por aqui o universo da Augusta. Temos aos fins de semanas as feirinhas em frente ao Parque Trianon e no Vão do MASP. Pra deixar de ser prolixa: se você não sabe o que fazer, venha pra Avenida Paulista, aqui você há de encontrar, aqui é onde tem literalmente de tudo um pouco. É o hospício gigante, afinal, ninguém é normal, não há normalidade. Esse post passou a existir por um único motivo. Pelo fato de este mundo não ser só meu, afinal, como foi dito, este cenário aqui faz parte do cotidiano de milhares de pessoas, que com certeza ao lerem isto tudo, teram déjavu’s múltiplos ao lembrarem de cada centímetro deste chão, de cada momento que passaram aqui, independente do que seja, de quem seja. A Paulista é a ilustração da diversidade e da aceitação. Kisses, and follow me PAULISTANO! @pattyamoraes.

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