Como sabiamente já dizem: a grama do vizinho é sempre mais verde. E foi a respeito deste assunto, que ouvi esta frase a bem pouco tempo numa conversa entre amigos...Como já pensava em escrever sobre isso há algum tempo, achei que calhou por alguns muitos motivos, e cá estou eu depois de meses, porque como sempre prometi, nunca vou abandonar este cantinho.
Quem mora sozinho vive pensando em mil motivos maravilhosos para morar com a mamãe, o papai, o cachorro, o periquito e o papagaio; e quem mora com a trupe toda, verdade seja dita, na maior parte do tempo e em sua maioria, não vê a hora de sair de casa.
Mas bem, chega de blá blá blá, de mimimi e vamos ao que interessa...Como todo bom ser humano, já morei com a família toda, já passei dificuldades e tive que morar até na casa da vovó e da titia. Já dividi apartamento com a melhor roommie desse mundo, mas foi quando vim morar sozinha que comecei a entender muita coisa, e esse é o objetivo desse post...uau, que profundo.
Cada fase da vida da gente tem um significado até que nos tornemos o adulto que a criança que fomos um dia deveria se orgulhar de conhecer, se é que me entendem: todo mundo deve, mas nem todos tem a chance, de morar com a família para receber aquela educação zelosa e necessária; nem todo mundo precisa, mas eu aconselho muito a dividir um espaço com alguém, que não seja da família, antes de se colocar sozinho numa casa só pra você, pelo menos para mim foi uma fase transitória que me fez aprender e crescer muito e que com certeza me ajudou a não surtar quando me vi, de fato, sozinha.
Mas agora é que vem a parte legal, ok, muita gente pode discordar, mas eu quero que seja só até a página dois, ou melhor dizendo, até o final deste post, pois quero fazer você que mora sozinho rir das nossas desgraças, e você que não mora sozinho, achar lindo tudo isso, até mesmo a parte que parece ser chata. Vem comigo?
Ou melhor, não vem não, só lê e acompanha/compartilha o raciocínio. Porque a primeira lição de quem mora sozinho, quando começa realmente a gostar da arte, é não aturar por muito tempo pessoas dividindo aquele espaço que é só dele, a não ser que sejam com pessoas realmente muito semelhantes a ele, ou por situações em que não dê pra fugir. Tipo uma amiga de anos e que vocês fiquem conversando até altas horas ou caiam no sono juntas, ok. Uma prima que nunca te visita, ok. A família inteira que fica apertada no seu apartamento de 35 metros quadrados, ok, é sua mãe, seu pai, é amor, muito ok! Mas em outros casos, é melhor pensar muito bem.
Morar sozinho é sinônimo de ter que cuidar de tudo: você tem que controlar seu dinheiro, suas contas para não pagar juros abusivos ou pior ainda, chegar em casa e estar com a energia cortada (já aconteceu, lembra roommie?) Você tem até que saber onde fica o termostato do seu refrigerador e saber controlá-lo para sua comida não estragar ou congelar e você não pagar o mico de chamar um técnico em casa durante a semana 22h, só para ele te dizer: "era só regular o termostato moça", mais uma vez, lembra roommie? E é aos poucos que você vai aprendendo a lidar com tudo isso. Com obras dos vizinhos que arrombam a SUA parede, ou que interferem no encanamento do SEU banheiro. Com vazamentos, com bêbados no corredor de madrugada, com cheiro de cigarro que vem sabe lá Deus de onde...(isso também se enquadra na arte de viver em prédios, em comunidades, mas enfim...)
É lindo: você tem um banheiro só pra você (a não ser que onde você more atualmente você tenha uma suíte, o que nunca foi o meu caso), eu posso escovar os meus dentes andando pela casa, e ninguém briga comigo por isso, e essa sempre foi uma das minhas manias. Eu posso tomar banho de madrugada, deixar minhas calcinhas penduradas no box...Posso fazer o que eu quiser pro almoço, se eu quiser, sujar toda a louça, e lavar, quando der. Eu posso ou não arrumar a cama, que é de casal, na maioria dos casos de pessoas que moram sozinhas, e elas dormem no meio, e-s-p-a-r-r-a-m-a-d-a-s! Posso ler até altas horas, ficar na internet, com a luz acessa, apagada, ver TV, fazer unha, trabalho da faculdade, seja lá o que for...
Mas...quando eu tô doente, eu tenho que cuidar sozinha de mim mesma. Não tem ninguém aqui pra me levar ao médico, dar um remédio, ver se eu tô com febre ou pressão alta, me fazer um chá que seja. Quando eu estou triste, não tem quem me abrace...abraço o travesseiro e tenho que me dar por satisfeita. Conversar? Me viro na internet e quando é muito necessário, gasto um pouquinho e apelo pro telefone. Mas é esse o barato da vida, você aprender quando ainda é tempo, para que quando, de fato, a realidade for essa, você já estar calejado.
Mas quer ver mais um pouco da parte divertida? Quer coisa melhor do que esquecer de comprar papel higiênico e ter que roubar do banheiro da faculdade? E esquecer de comprar água depois de um fim de semana de ressaca e passar num boteco voltando da aula às onze da noite e comprar três garrafinhas só pra passar a noite?
Enfim, morar sozinha é tudo isso, e ao mesmo tempo uma experiência indescritível, mas não vou ser hipócrita: voltar pra casa da mamãe pelo menos uma vez por mês é essencial, sim! Vivo pensando: não sei como será minha vida quando voltar a viver em grupo.
*Imagem: Weheartit. Corpo de Busca: "living alone".
"Você vai encontrar um jeito certo, embora não exista o jeito certo. Mas você vai encontrar o seu jeito, e é ele que importa." - Caio Fernando Abreu
terça-feira, 4 de setembro de 2012
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Quanto vale uma chave?
Eu passo dias e mais dias bem, até perco a conta. Daí aquela
maré vazia chega, e tudo que mais preciso é... Bom, algo que não sei,
realmente, como definir.
Aquele momento em que o mais breve gesto, me ganha; o mais simples dizer, me encanta. E acima de tudo, aquele momento em que a maioria me estranha, e eu mesma me pergunto: por quê?
Aquele momento em que o mais breve gesto, me ganha; o mais simples dizer, me encanta. E acima de tudo, aquele momento em que a maioria me estranha, e eu mesma me pergunto: por quê?
Algumas coisas que parecem tão pequenas, tão corriqueiras,
rotineiras mesmo, tem um valor absurdamente diferente no meu mundo, e não só
nesses dias, mas na minha vida. Um olhar diferente, uma pergunta que parece
óbvia, um “boa noite” inesperado, tudo isso... Será mesmo que sou eu a
exagerada, ou o mundo é que está alheio a tudo que há de simples e bonito na
vida?
Qual será o real valor das coisas?
O real valor das coisas está não só na intensidade de quem
as recebe; mas na veracidade de quem as dá.
É isso, acho que tá faltando um pouco mais de verdade nas
pessoas.
@pattyamoraes
*Imagem: Weheartit. Corpo de Busca: "keys".
*Imagem: Weheartit. Corpo de Busca: "keys".
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Envelheço na Cidade ♪
Triste mesmo é quando o aniversário de dois anos do blog cai bem no meio da minha semana de provas, e eu só percebo isso dias depois... E pensar que eu tinha planos pro post de aniversário, que já não aconteceu no primeiro ano, mas também não foi dessa vez; quem sabe na terceira tentativa né?
O importante a se falar, e que eu não vou deixar passar em branco, mesmo a data já sendo passada, é que o blog começou dois anos atrás com o objetivo de ser minha válvula de escape morando sozinha aqui em São Paulo, enfrentando a vida real de uma vez por todas, e a verdade é que ele já passou por várias mudanças, várias crises e mesmo assim, continua cumprindo com o seu papel, o que me deixa feliz.
O blog mudou e eu cresci muito nesses dois anos, mas quem me acompanha por aqui (por mais que ultimamente vocês estejam acompanhados de rolos de poeira), sabe que por mais diferente e até madura que eu venha me tornando, no fundo ainda existem muitos traços da Patrícia do começo de 2010.
Porque o segredo é esse, crescer, mas nunca deixar de ser, na essência, você.
@pattyamoraes ♥
*Imagem: Weheartit. Corpo de Busca: "Birthday Cakes".
O importante a se falar, e que eu não vou deixar passar em branco, mesmo a data já sendo passada, é que o blog começou dois anos atrás com o objetivo de ser minha válvula de escape morando sozinha aqui em São Paulo, enfrentando a vida real de uma vez por todas, e a verdade é que ele já passou por várias mudanças, várias crises e mesmo assim, continua cumprindo com o seu papel, o que me deixa feliz.
O blog mudou e eu cresci muito nesses dois anos, mas quem me acompanha por aqui (por mais que ultimamente vocês estejam acompanhados de rolos de poeira), sabe que por mais diferente e até madura que eu venha me tornando, no fundo ainda existem muitos traços da Patrícia do começo de 2010.
Porque o segredo é esse, crescer, mas nunca deixar de ser, na essência, você.
@pattyamoraes ♥
*Imagem: Weheartit. Corpo de Busca: "Birthday Cakes".
quinta-feira, 8 de março de 2012
Sorriso
Dia Internacional da Mulher
Homens, desistam de nos entender, às vezes até mesmo nós não nos entendemos e precisamos conversar um pouco. Captem a essência do nosso melhor sorriso, aquele que sorrimos com os olhos, é dele que vocês podem tirar suas mais preciosas conclusões.
Mulheres, parabéns a nós por sermos o que somos!
@pattyamoraes
Homens, desistam de nos entender, às vezes até mesmo nós não nos entendemos e precisamos conversar um pouco. Captem a essência do nosso melhor sorriso, aquele que sorrimos com os olhos, é dele que vocês podem tirar suas mais preciosas conclusões.
Mulheres, parabéns a nós por sermos o que somos!
@pattyamoraes
domingo, 12 de fevereiro de 2012
Não sei por que eu fui dizer...bye bye!
Bem, esse post chega ao blog com mais de uma finalidade. A primeira é desejar aos seus poucos, porém fiéis, leitores, um 2012 doce! Que sejamos melhores do que fomos em 2011...porque não são os anos que melhoram, são as pessoas. Então, adeus ano velho, feliz ano novo pra gente! =)
Dito isso, o primeiro bye bye que eu não sei porque fui dizer, foi pra 2011. Que ano bom! Claro, sempre passamos por alguns momentos nada legais, mas o legal mesmo é quando a gente consegue extrair a parcela positiva de cada situação, que delícia! Já estou com saudades...mas 2012 já está aí, rolando faz um tempo, e já tá sendo bom, e vai ser ainda melhor. É o ano do dragão, e boas energias estão por vir.
Daí que logo no dia 2 de janeiro de 2012, eu tive que dizer um outro bye bye muito maior, e mais doloroso, do que aquele que foi pra 2011. Quem me conhece sabe...foi chegada a hora da minha irmã ir de vez morar na Suíça, depois de anos desejando isso, lutando isso, e esperando...ela conseguiu!
Verdade seja dita: quando ela deu a notícia, lá pra junho do ano passado, eu fiquei imensamente feliz por ela, porque sempre soube o quanto ela queria isso, e como conheço bem aquela ali, o quanto ela luta pelo que ela quer...ela tinha, simplesmente, CONSEGUIDO. Porém, logo quando me peguei sozinha pensando no assunto, desmoronei, é claro! Minha irmã estava simplesmente prestes a se mudar pro outro lado do Atlântico.
Sim, aquela com a qual nem sempre eu troquei todas as minhas confidências, com a qual nem sempre eu me dei bem, mas que irmã não é assim? Mas ela sempre foi aquela que estava aqui em São Paulo pra me socorrer quando fosse preciso, ou mesmo quando fosse só pra fazer companhia num domingo à noite, sair pra comer um pastel, ou um nojentão, como ela mesma chama. Antes disso, beeeem antes disso, ela sempre foi aquela que me fez rir muito, que me fez ficar vermelha de vergonha mil vezes com as ‘besteiras’ que ela fala...e que também já me fez chorar taaaanto! Quantas brigas? Infinitas. Mas o que nunca vou esquecer é o recadinho dela no meu caderno de 15 anos (totally last century), que eu só não vou compartilhar aqui com vocês, porque é pessoal demais, ok? O importante é registrar que sempre choro quando releio, principalmente para que ela saiba disso.
Sinceramente? Não dá pra ficar aqui escrevendo sobre a importância da Andreia na minha vida, só quem tem irmão sabe. O intuito é deixar marcada a mudança dela, pra marcar o quanto eu sinto SIM a falta dela aqui no Brasil, com todo o nosso tropicalismo.
Enfim: agradeço à Deus todos os dias pela família linda, e afortunada que eu tenho. Ah, ao criador da internet, e do Skype também, não sei o que seria de nós sem eles!
E Deda, o post está bem atrasado, mas lembra que te disse no aeroporto que ia fazer uma surpresa? Aqui está. Não é só você que faz falta, o Mau também, pra ele não ficar com ciúmes, afinal quem faz gordice comigo agora? =P Vocês podem nem lembrar, mas eu nunca me esqueço do dia que vocês dois foram me buscar em um fim de férias em Resende, na Land, e eu corri pra abraçar ELE, e não você. E que fique bem claro que já precisei de vocês aqui em SP no mínimo umas duas vezes...só que agora não rola mais simplesmente pegar um táxi pra Gomes né?
Te amo, mesmo com muita água, e neve nos separando! ♥
Dito isso, o primeiro bye bye que eu não sei porque fui dizer, foi pra 2011. Que ano bom! Claro, sempre passamos por alguns momentos nada legais, mas o legal mesmo é quando a gente consegue extrair a parcela positiva de cada situação, que delícia! Já estou com saudades...mas 2012 já está aí, rolando faz um tempo, e já tá sendo bom, e vai ser ainda melhor. É o ano do dragão, e boas energias estão por vir.
Daí que logo no dia 2 de janeiro de 2012, eu tive que dizer um outro bye bye muito maior, e mais doloroso, do que aquele que foi pra 2011. Quem me conhece sabe...foi chegada a hora da minha irmã ir de vez morar na Suíça, depois de anos desejando isso, lutando isso, e esperando...ela conseguiu!
Verdade seja dita: quando ela deu a notícia, lá pra junho do ano passado, eu fiquei imensamente feliz por ela, porque sempre soube o quanto ela queria isso, e como conheço bem aquela ali, o quanto ela luta pelo que ela quer...ela tinha, simplesmente, CONSEGUIDO. Porém, logo quando me peguei sozinha pensando no assunto, desmoronei, é claro! Minha irmã estava simplesmente prestes a se mudar pro outro lado do Atlântico.
Sim, aquela com a qual nem sempre eu troquei todas as minhas confidências, com a qual nem sempre eu me dei bem, mas que irmã não é assim? Mas ela sempre foi aquela que estava aqui em São Paulo pra me socorrer quando fosse preciso, ou mesmo quando fosse só pra fazer companhia num domingo à noite, sair pra comer um pastel, ou um nojentão, como ela mesma chama. Antes disso, beeeem antes disso, ela sempre foi aquela que me fez rir muito, que me fez ficar vermelha de vergonha mil vezes com as ‘besteiras’ que ela fala...e que também já me fez chorar taaaanto! Quantas brigas? Infinitas. Mas o que nunca vou esquecer é o recadinho dela no meu caderno de 15 anos (totally last century), que eu só não vou compartilhar aqui com vocês, porque é pessoal demais, ok? O importante é registrar que sempre choro quando releio, principalmente para que ela saiba disso.
Sinceramente? Não dá pra ficar aqui escrevendo sobre a importância da Andreia na minha vida, só quem tem irmão sabe. O intuito é deixar marcada a mudança dela, pra marcar o quanto eu sinto SIM a falta dela aqui no Brasil, com todo o nosso tropicalismo.
Enfim: agradeço à Deus todos os dias pela família linda, e afortunada que eu tenho. Ah, ao criador da internet, e do Skype também, não sei o que seria de nós sem eles!
E Deda, o post está bem atrasado, mas lembra que te disse no aeroporto que ia fazer uma surpresa? Aqui está. Não é só você que faz falta, o Mau também, pra ele não ficar com ciúmes, afinal quem faz gordice comigo agora? =P Vocês podem nem lembrar, mas eu nunca me esqueço do dia que vocês dois foram me buscar em um fim de férias em Resende, na Land, e eu corri pra abraçar ELE, e não você. E que fique bem claro que já precisei de vocês aqui em SP no mínimo umas duas vezes...só que agora não rola mais simplesmente pegar um táxi pra Gomes né?
Te amo, mesmo com muita água, e neve nos separando! ♥
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